Pedro Sánchez decreta luto e promete apuração após colisão de trens na Espanha

 

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, visitou nesta segunda-feira (17) o local onde dois trens de alta velocidade descarrilaram e colidiram, no sul do país. O acidente ocorreu no domingo (18), no município de Adamuz, próximo a Córdoba, na região da Andaluzia.

Durante a visita, Sánchez conversou com jornalistas, prometeu investigar as causas da tragédia e decretou três dias de luto oficial. O premiê também cancelou a viagem que faria ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde se reuniria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o chefe do governo espanhol, o Estado vai auxiliar as vítimas pelo tempo que for necessário.

Até o momento, 39 mortes foram confirmadas, mas o número pode aumentar. Equipes de resgate seguem atuando no local para retirar vítimas presas às ferragens e prestar atendimento aos feridos.

Mais de 120 pessoas ficaram feridas, sendo que cerca de 50 permanecem hospitalizadas. A estimativa é de que aproximadamente 400 passageiros estavam nos dois trens.

É o pior acidente ferroviário na Espanha desde 2013. Ainda não há informações oficiais sobre as causas do descarrilamento, e as autoridades espanholas já iniciaram uma investigação.

O acidente provocou a suspensão do serviço ferroviário de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia, que permanece interrompido por tempo indeterminado. De acordo com a administradora da infraestrutura ferroviária, um dos trens havia partido de Málaga com destino a Madri.

A colisão ocorreu por volta das 19h40, quando uma das composições descarrilou e atingiu de frente um trem que seguia no sentido contrário. Alguns vagões caíram em um barranco, o que ampliou a gravidade do acidente.