Em reunião híbrida (presencial e online), a executiva nacional do PDT aprovou nesta sexta-feira (6) o ingresso na federação com Solidariedade, PRD e Avante. Desse modo, todas as siglas podem superar a cláusula de barreira.
O colegiado deliberou ainda o indicativo favorável à inclusão do PSB na associação partidária. Para continuar com acesso ao Fundo Partidário e a propaganda eleitoral gratuita, a cláusula exige que os partidos ou federações devem eleger no mínimo 13 deputados federais distribuídos por nove estados.
A outra regra estabelece ao menos 2,5% dos votos válidos para deputado federal em todo o território nacional com 1,5% dos votos válidos em, no mínimo, nove estados. Nas eleições deste ano, o PDT elegeu apenas seis federais, ou seja, uma redução significativa em relação aos 16 parlamentares eleitos em 2022.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que a decisão da executiva preserva a história do Trabalhismo, garante a independência administrativa dos partidos e fortalece a atuação das bancadas no Congresso Nacional. “A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro.
É o legado trabalhista cada vez presente na vida dos brasileiros”, afirma. “Prosseguiremos com as discussões para agregar o PSB.
São partidos que comungam de valores semelhantes e podem caminhar juntos nos próximos anos”, acrescenta. TSE
Em nota, o PDT diz que, após a decisão do diretório, os partidos encaminharão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de ampliação da Federação, que terá, posteriormente, atualizações no nome e no estatuto. “O processo permitirá que as quatro siglas, em conjunto, superem a cláusula de barreira e tenham acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão”, diz o comunicado.
Foto: Divulgação/PDT
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