Seis pessoas foram presas temporariamente nesta quarta-feira (14), durante a operação “Fariseus”, da Polícia Civil do Pará, em Belém e Ananindeua. A ação investiga suspeitas de corrupção passiva e associação criminosa. Nas buscas, foram apreendidos R$ 16,3 mil em espécie, celulares, computadores e documentos.Os suspeitos estão à disposição da Justiça.
VEJA MAIS
[[(standard.Article) Autoridades turcas fazem intervenção em canal de TV e oposição aponta censura]]
[[(standard.Article) Operação no Pará apreende arma, munições, drogas e prende seis suspeitos]]
[[(standard.Article) Jovem de 18 anos é morto a tiros dentro de estabelecimento em Canaã dos Carajás]]
Ao todo, foram realizados seis mandados de prisão temporária, seis de busca domiciliar, seis de busca pessoal e 16 de afastamento de servidores do exercício de suas funções.
A ação foi coordenada pela Divisão de Repressão à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos (Decord), vinculada à Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor).
A operação “Fariseus” é um desdobramento da investigação “Telecorrupção”, iniciada em 2023. Na época, a PC apurou suspeitas de que um servidor da Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém teria cobrado dinheiro de uma empresária para não autuar o estabelecimento por falta de licença.
A análise do celular do investigado revelou conversas sobre liberação de processos e transferências financeiras entre servidores, segundo o delegado Fausto Bulcão, titular da Decor.
“[...] O relatório de extração do dispositivo móvel do alvo identificou conversas sobre procedimentos administrativos, liberação de processos e transferências financeiras, indicando associação criminosa integrada por servidores públicos, o que motivou a representação pela prisão temporária dos investigados e afastamento cautelar das funções públicas de todos os servidores que estavam recebendo a partilha do valor arrecadado ilicitamente”, pontuou.
Repasses financeiros
Segundo as investigações, a quebra de sigilo bancário identificou transferências entre os investigados. A suspeita é de que empresários, contadores e empresas interessados em licenças tenham repassado valores aos servidores.
“A análise indicou que as transferências eram enviadas por empresários, contadores e pessoas jurídicas, interessados nas licenças. As circunstâncias identificadas também revelaram possível participação de outros servidores públicos e particulares, que teriam realizado pagamentos ou intermediado valores destinados aos investigados”, afirmou o delegado.
Outros cinco suspeitos foram identificados em conversas sobre pagamentos, liberação de processos e agilização de licenças.
O Liberal