247 — Na véspera da votação que definirá o futuro imediato do país, o renomado economista Paulo Nogueira Batista Júnior fez um dos mais graves e contundentes alertas do atual processo eleitoral. Durante participação na TV 247, o ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (o Banco dos Brics) e ex-diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo Brasil colocou o pleito nos termos de uma escolha existencial: “não cometamos suicídio nacional”.
Para Nogueira Batista, o país se encontra diante da disputa mais importante e perigosa de sua história recente. Em seu diagnóstico, as urnas não irão apenas arbitrar preferências partidárias comuns, mas decidir entre a consolidação de um projeto nacional soberano e um processo acelerado de desagregação social, econômica e geopolítica.
Duas trajetórias opostas para o país Ao traçar o perfil das candidaturas em disputa, o economista enfatizou o contraste abissal de envergadura pública, ética e preparo entre os projetos.
De um lado, destacou a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, caracterizando-o como um líder veterano e profundamente conhecedor da realidade brasileira. “Lula é um político experiente, consciente dos problemas nacionais.
Foi trabalhador, foi pobre e sabe o que é ser pobre neste país”, ressaltou Nogueira Batista, sublinhando ainda a autoridade e o respeito internacional acumulados pelo presidente junto aos principais fóruns multilaterais e blocos de nações. Em contraposição direta, o economista não poupou palavras ao classificar a candidatura de extrema-direita adversária, descrevendo-a como uma aventura política sem qualquer preparo para gerir a Presidência da República e comprometida com setores criminosos e corruptos.
O ajuste contra o povo e o estelionato eleitoral O ponto central da análise econômica de Nogueira Batista recaiu sobre o modelo de ajuste fiscal que o campo bolsonarista pretende implementar caso saia vitorioso.
Segundo o economista, por trás do discurso público enganoso, desenha-se uma profunda ofensiva contra as conquistas da classe trabalhadora. Entre os principais riscos apontados pelo economista estão:
Asfixia do salário mínimo: Congelamento ou perda de poder de compra real, rompendo a política de valorização histórica; Corte drástico nos programas sociais: Desmonte da rede de proteção que assegura a subsistência de dezenas de milhões de famílias;
Ataque à Previdência: Redução e corrosão dos valores de aposentadorias e pensões da população idosa e vulnerável. Nogueira Batista denunciou a postura dúbia da candidatura adversária, que nega publicamente tais planos perante o eleitorado, enquanto sinaliza exatamente o oposto em conversas reservadas com o mercado financeiro e elites econômicas.
Trata-se, nas palavras do economista, da arquitetura explícita de um “grande estelionato eleitoral em cima do povo”. Meio ambiente e o risco de escalada autoritária
Além da devastação econômica, o economista advertiu para as consequências ecológicas e institucionais de um eventual retorno do clã ao poder central. Relembrando o histórico de desmonte dos órgãos de fiscalização e proteção ecológica nos anos anteriores, Nogueira Batista afirmou que o grupo não mantém qualquer compromisso com a preservação ambiental.
No âmbito institucional, traçou um prognóstico sombrio sobre a governabilidade: a quebra deliberada de promessas populares resultará em rápida e profunda impopularidade, dado que a sociedade brasileira historicamente rejeita fraudes dessa magnitude. Politicamente enfraquecido e sem sustentação de massas, o mandatário tenderá inevitavelmente a intensificar as agressões contra a democracia brasileira para se manter no poder à força.
Brasil 247