O deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), reeleito há poucos dias deputado estadual com 197.178 votos, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio.
Coincidência ou não, o patrimônio declarado pelo empresário à Justiça Eleitoral mostra um significativo enriquecimento desde 2012, quando Canella fez sua estreia na política como candidato a vereador na cidade de Belford Roxo, seu reduto eleitoral na Baixada Fluminense. À época, o político disse possuir R$ 465.452,90 em bens.
Quatorze anos depois, na declaração apresentada para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa do Rio, agora em 2026, o patrimônio informado chegou a R$ 4.515.384,63.
A diferença é de R$ 4,05 milhões, ou um crescimento nominal de 870,1%. Em outras palavras, o patrimônio declarado por Canella em 2026 é 9,7 vezes maior que o informado em 2012.
A evolução não foi linear. Em 2014, quando concorreu pela primeira vez a deputado estadual, Canella declarou R$ 2,01 milhões. Em 2016, o valor caiu para R$ 1,28 milhão. Em 2018, voltou a subir, para R$ 2,21 milhões. Em 2022, chegou a R$ 3,77 milhões. Na eleição municipal de 2024, quando disputou a Prefeitura de Belford Roxo, declarou R$ 4,06 milhões. Agora, em 2026, chegou aos R$ 4,51 milhões.
Na declaração mais recente, estão incluídos um prédio residencial no Rio avaliado em R$ 2,2 milhões, R$ 925 mil em quotas de capital de uma empresa, um veículo avaliado em R$ 439,8 mil e R$ 215 mil em dinheiro em espécie. Também aparecem aplicações financeiras, outros veículos, terreno e participações societárias.
Em 2012, a lista era bem diferente. Entre os bens declarados havia uma casa em Belford Roxo avaliada em R$ 20 mil, um Volkswagen de 2005 avaliado em R$ 18 mil, R$ 80 mil em aplicações e outros imóveis e veículos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Globo