Dinheiro, vinhos premium e imóveis de luxo entre os bens dos investigados na Operação Unha e Carne presos nesta quinta-feira

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Dinheiro, vinhos premium e imóveis de luxo estão entre os bens dos investigados na Operação Unha e Carne presos nesta quinta-feira, conforme imagens divulgadas pela Polícia Federal. Um apartamento de cobertura em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, com piscina e vista espetacular para a praia, aparece à venda numa plataforma na internet por R$ 22 milhões.

Prisões: Ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim são presos pela PF Veja também: Quem é Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do Rio, preso em operação da PF Há ainda uma mansão em Angra dos Reis, com piscina, gramado e quadra esportiva. O amplo imóvel principal possui dois pavimentos e diversos anexos. Uma outra mansão, mostrada em vídeo pela PF, fica em Petrópolis, na Região Serrana. O imóvel de luxo tem até uma bem equipada academia de ginástica. A Polícia Federal não informou quem é proprietário. Num dos imóveis, em Camboinhas, agentes da PF encontraram em uma adega três maços com notas que somam R$ 40 mil, segundo a PF. Havia ainda vinhos de alta gama, como o Mouchão, considerado o melhor tinto do Alentejo, em Portugal; e o Malbec Bramare, da premiada vinícola argentina Viña Cobos, do enólogo Paul Hobbs. Quem é Marcus Amim: delegado que comandou a Polícia Civil e teve nomeação articulada com Bacellar foi preso pela PF De acordo com o g1, a adega com vinhos caros e dinheiro escondido pertenceria ao inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, um dos presos nesta quinta-feira. A ação também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do Rio nas eleições deste ano, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. Dinheiro e vinhos caros apreendidos Reprodução Além de José Carlos Alves de Souza Júnior, outros três inspetores foram presos na mesma ação da PF. São eles: Christiano Gaspar Fernandes, também secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo; Giovanni Gaspar Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

As prisões ocorreram no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne, com mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação tem como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro. De acordo com Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Lavagem de dinheiro: PF aponta movimentação de R$ 7,6 bi em esquema investigado em operação que prendeu Marcio Canella e ex-secretário de Polícia Civil do Rio Imóvel em Petrópolis, na Regi]ao Serrana, tem uma bem equipada academia de ginástica Reprodução Na ação desta quinta-feira, os policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados. Cobertura de R$ 22 milhões em Camboinhas, Niterói Divulgação/PF Segundo a Polícia Federal, além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelas acusações de: lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações. A Justiça determinou também sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa. Canella foi preso no condomínio onde mora na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Já Amim foi preso no bairro de Icaraí, em Niterói, onde mora.

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