Patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, expira nesta sexta (20)

 

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A patente da semaglutida, princípio ativo em medicamentos como o Ozempic e o Wegovy, expira nesta sexta-feira (20), ou seja, agora abre um caminho para que versões mais baratas dos medicamentos possam ser desenvolvidas no mercado brasileiro. Nenhum medicamento foi aprovado até agora.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, há 17 pedidos para para produzir remédios com a substância. 8 processos já estão em análise, 7 de origem sintética e um de origem biológica. Dois pedidos de registro da semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente. As empresas têm até o final de junho para responder as informações necessárias, por isso, ainda não há como definir prazos para a conclusão do processo. Outros 9 produtos aguardam o início da análise pelas áreas técnicas.

A empresa Novo Nordisk, que tinha a exclusividade da produção há 20 anos, tentou estender esse prazo para mais 12 anos, mas o pedido foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Agora, outras empresas farmacêuticas passarão a investir no desenvolvimento de suas próprias versões do medicamento, que pode ter uma redução de preço entre 30 e 40%.

A substância, que é bastante utilizada no tratamento de obesidade e diabetes, age de forma semelhante ao hormônio GLP1, produzido no intestino. Toda vez que a pessoa se alimenta, o hormônio sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a fome e retardar o esvaziamento do estômago. Além disso, o medicamento melhora o funcionamento da insulina no organismo, levando à maior sensação de saciedade após uma refeição farta.

A Anvisa afirma que a avaliação dos medicamentos com ensaios de impurezas e garantia de esterilidade e imunogenicidade são pontos importantes para o processo de análise dos medicamentos para que eles não provoquem reações indesejadas.