Nem bem todos os votos desta eleição de meio de mandato terminaram de ser computados nos Estados Unidos e analistas e políticos já discutem quem saiu fortalecido, entre os democratas, para a corrida presidencial de 2028. Alguns nomes já circulavam, como o do governador da Califórnia, Gavin Newsom, mas outros começam a ser vistos como passíveis de testes, a exemplo do senador James Talarico e da governadora Gina Hinojosa, que fizeram história no Texas.
Ou do moderado Rob Sand, que quebrou um jejum democrata de 20 anos ao vencer como governador de Iowa. “Há, agora, muitos governadores democratas muito bem-sucedidos, e todos eles se veem como candidatos em 2028”, afirma Douglas Holtz-Eakin, economista e presidente do think tank conservador American Action Forum.
Ele cita como exemplo Josh Shapiro, eleito governador da Pensilvânia com mais de 60% dos votos. “Para pessoas como Shapiro, foi uma noite muito boa.
Ele vai considerar se candidatar. Isso ajudou os democratas nesse aspecto”, diz.
Mary Anne Marsh, sócia do Dewey Square Group, aponta o senador Jon Ossoff, eleito com tranquilidade na Geórgia, onde também ajudou na vitória de Keisha Lance Bottoms. Ela será a primeira mulher negra governadora dos EUA e a primeira democrata na chefia do estado desde 1998.
Marsh diz que Ossoff repudiou abertamente “a corrupção de Trump e os danos que ele causou a cada cidadão americano e ao próprio país”. “É exatamente isso que os eleitores querem e continuarão exigindo todos os dias até a eleição presidencial de 2028”, afirma.
Para Holtz-Eakin, porém, Trump foi eleito, em grande parte, porque era visto como melhor para a economia, mas entregou inflação e guerra. “Não creio que [o resultado] deva ser interpretado como apoio às prioridades democratas.
Foi apenas uma forte crítica à administração Trump.”
Valor