Uma paralisação de motoristas da antiga Transwolff ainda afeta cerca de 267 mil passageiros na Zona Sul de São Paulo nesta manhã. O protesto acontece em frente às garagens da empresa, sem participação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano, na região de Parelheiros, e afeta linhas que atendem os terminais Varginha, Grajaú e Santo Amaro. Cerca de 200 rodoviários cobram a regularização dos depósitos de FGTS e INSS, além de convênio médico, reajuste do vale-alimentação e revisão da ajuda de custo, atualmente de 103 reais. Apenas veículos do serviço Atende Mais, destinados a pacientes em hemodiálise, foram liberados pelos manifestantes. A Prefeitura classificou a paralisação como ilegal, por não ter sido comunicada com as 72 horas de antecedência previstas na legislação. O município acionou ônibus do sistema Paese para atender 34 linhas e pediu reforço policial nas garagens. No entanto, diferente do que ocorre quando o sistema é acionado para atender falhas no transporte sobre trilhos, a tarifa continua sendo aplicada normalmente e de forma integral.
Sobre as reivindicações, a SPTrans afirma que salários e benefícios estão em dia e que os depósitos de FGTS e INSS são feitos integralmente na Justiça, onde aguardam uma decisão. No momento, os motoristas aguardam a chegada de autoridades da SPTrans para uma reunião a portas fechadas, na qual devem apresentar os impasses da categoria. A greve deve acabar somente com a apresentação de um documento assinado que ateste as informações defendidas pela prefeitura. A antiga Transwolff deixou de operar em dezembro do ano passado, quando a Prefeitura assumiu as linhas depois do encerramento do contrato. A empresa foi alvo de uma investigação do Ministério Público por suspeita de infiltração do PCC. A Justiça também apura se o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, preso temporariamente, atuava como dono oculto da empresa. A defesa nega a acusação.
CBN