Paraguai intervém em banco ligado ao presidente Peña; chefe do Banco Central renuncia

Paraguai intervém em banco ligado ao presidente Peña; chefe do Banco Central renuncia - Foto
Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

O Ueno Bank, que administra somas milionárias de recursos de aposentadorias e outras verbas públicas, sofreu intervenção devido a uma grave insuficiência de capital O Banco Central do Paraguai interveio nesta terça-feira 3 no Ueno Bank, instituição ligada ao presidente Santiago Peña, e deixou seus correntistas sem acesso imediato ao próprio dinheiro.

A crise levou, horas depois, à renúncia do presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo. O Ueno Bank, que administra somas milionárias de recursos de aposentadorias e outras verbas públicas, sofreu intervenção devido a uma grave insuficiência de capital.

Seus serviços foram suspensos enquanto as autoridades organizam a devolução dos depósitos. A intervenção busca “proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro”, informou o Banco Central em comunicado.

Carvallo, que havia presidido a financeira Ueno antes de assumir o comando do Banco Central do Paraguai (BCP), em 2023, formalizou sua renúncia ao Poder Executivo na tarde desta terça-feira e comunicou a decisão ao Senado em uma carta à qual a AFP teve acesso. Peña havia solicitado sua saída mais cedo, nesta terça-feira.

“Diante dos fatos de conhecimento público registrados ao longo do dia, solicitei a renúncia do presidente do Banco Central do Paraguai”, informou o presidente na rede social X. O chefe de Estado, que assumiu o cargo em 2023 para um mandato até 2028, possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, das quais se desvinculou em 2025.

A Justiça paraguaia também determinou a prisão de oito dirigentes do banco, entre eles seu presidente, Miguel Vázquez, que se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira. AFP Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo.

Fundada em 1835, como Agência Havas. Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.

Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global. Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Publicação Original Carta Capital cartacapital.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →