Após o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, sair derrotado por uma extensa margem de votos e imediatamente fugir do país, a parcela da população derrotada decidiu promover um movimento de linchamento contra qualquer eleitor de Lula. Neste movimento, encontram-se lista de estabelecimentos progressistas que devem ser evitados, empresários empenhados em demitir, parlamentares incitando o clima de ódio, médico postando a recusa de atender qualquer paciente petista, empresa declarando que não fará mais doações de caridade, procuradora da cidade de Macaé propondo boicote aos “miseráveis mineiros e nordestinos”, primeira-dama de cidade baiana dizendo que “os malditos petistas maconheiros elegeram Lula”.
A lista do ódio é extensa e perturbadora. Como se o direito legítimo ao voto não existisse.
“Ou você vota no meu candidato ou eu arraso com a sua vida.” A mesma mentalidade do voto de cabresto escancarada através do ódio de classe que despiu qualquer pudor. Qualquer vergonha na fuça.
O ódio burro pelo ódio estúpido. O interessante disso tudo é perceber que muitas dessas baratas voadoras que defendem o extermínio social, pois o seu candidato não venceu, adoram ostentar uma bandeira de Israel, amam Israel, queriam ser parentes de Netanyahu, mas agem como os mesmos algozes dos judeus no passado:
Na Alemanha nazista, entre 1933 e 1945, a perseguição aos estabelecimentos comerciais pertencentes a judeus foi uma política sistemática do regime de Adolf Hitler. O objetivo era destruir a autonomia econômica da população judaica, expulsá-la da atividade comercial e, progressivamente, excluir os judeus da sociedade alemã.
Essa perseguição começou com campanhas de boicote, intimidação e propaganda antissemita e evoluiu para violência física, destruição de lojas, confisco de propriedades e transferência forçada de empresas para proprietários considerados “arianos”. Como os nazistas perseguiam os comerciantes judeus
Boicote às lojas judaicas (1933): em 1º de abril de 1933, os nazistas organizaram um boicote nacional aos negócios de judeus. Integrantes das SA, organização paramilitar nazista, posicionavam-se diante de lojas, consultórios e escritórios para impedir ou intimidar clientes.
Pichações e identificação dos estabelecimentos: vitrines eram marcadas com estrelas de Davi, insultos antissemitas e palavras como Jude (“judeu”, em alemão). Cartazes incentivavam a população a não comprar nesses estabelecimentos.
Intimidação dos consumidores: alemães que continuavam frequentando lojas judaicas podiam ser hostilizados publicamente, fotografados ou denunciados por militantes nazistas. Propaganda de ódio: jornais, cartazes e campanhas do regime apresentavam comerciantes judeus como inimigos da Alemanha, procurando justificar sua exclusão econômica.
Sim. Eu vejo um futuro repetir o passado.
E justamente com os grandes protetores da estrela de Davi. O conselho que fica.
A sociedade já deixou bem claro, em duas eleições, que o projeto do clã Bolsonaro no poder é falido, não é aceito. Podem tentar Carluxo na próxima, ou Jair Renan.
Ou Laurinha. Ou o primo do irmão do sobrinho do Bolsonaro.
O resultado será o mesmo. A vitória de Lula neste pleito foi um plebiscito contra a família do Vivendas da Barra Pesada.
Reorganizem a direita, fujam desse extremismo tosco com ares fubangos, repensem seus candidatos e pensem bem antes de convocar gente tão afundada em esquemas antes de alçá-los a candidatos. É um caminho muito mais eficiente do que fazer listinha de desafetos petistas e postar nas redes.
Brasil 247