Paquistão anuncia 'guerra aberta' contra Afeganistão após novos confrontos
O ministro da Defesa do Paquistão afirmou que a “paciência se esgotou” e falou em “guerra aberta” contra o Afeganistão após a nova escalada militar entre os dois países.
A tensão envolve o TTP, grupo que atua contra o governo do Paquistão. Autoridades do país afirmam que militantes do TTP se escondem no Afeganistão e organizam ataques a partir de lá. O governo afegão nega.
No fim de semana, o Paquistão realizou bombardeios contra acampamentos do grupo e do Estado Islâmico em território afegão.
O Talibã, que governa o Afeganistão, afirmou que daria uma 'resposta apropriada e proporcional' aos ataques.
Antes, o Afeganistão anunciou ter lançado uma ofensiva contra posições militares paquistanesas ao longo da fronteira entre os dois países. Autoridades afirmaram que a ação foi uma retaliação a bombardeios do Paquistão.
Horas depois, o Paquistão bombardeou Cabul e outras cidades afegãs, segundo o porta-voz do governo do Afeganistão.
Tropas no Afeganistão em meio ao conflito com o Paquistão.
AFP
Segundo o porta-voz do governo paquistanês, Mosharraf Zaid, até agora 133 combatentes talibãs afegãos foram mortos e mais de 200 feridos. Do outro lado, Mujahid, o porta-voz do Talibã, comentou que 55 soldados paquistaneses foram mortos, além de oito afegãos e 11 ficaram feridos. Treze civis também morreram.
A China afirmou estar profundamente preocupada com o conflito na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Mao Ning, afirmou em uma coletiva de imprensa que a China tem mediado o conflito por meio de seus próprios canais.
Ela acrescentou que a China está preparada para desempenhar um papel construtivo no apaziguamento da situação.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também se pronunciou, acrescentando que considerará um papel de mediação caso seja solicitado por ambos os países.
