Palácio do Eliseu, sede da presidência da França, é alvo de buscas em investigação sobre cerimônias e homenagens
Agentes da brigada financeira anticorrupção da França realizaram nesta terça-feira uma busca no Palácio do Eliseu, sede da presidência do país, no âmbito de uma investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão, segundo fonte próxima ao caso.
A operação, revelada pelo semanário Le Canard Enchaîné, faz parte de uma apuração sobre as condições de adjudicação das cerimônias de entrada no Panteão, atribuídas há 22 anos à empresa Shortcut Events.
A busca ocorreu na terça-feira, confirmou a fonte.
O Panteão, conhecido como o "templo dos imortais", abriga desde o fim do século XVIII os restos de homens e mulheres que marcaram a história da França. Atualmente, cabe ao presidente decidir quais personalidades serão homenageadas.
Segundo o Le Canard Enchaîné, cada "panteonização" custa "cerca de dois milhões de euros" (2,36 milhões de dólares).
Investigação abrange mais de duas décadas
A investigação inclui cerimônias realizadas desde 2002 até a entrada, em 2024, dos restos do resistente comunista armênio Missak Manouchian, poeta e figura da luta contra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial.
O último a ser homenageado, em outubro, foi o ex-ministro Robert Badinter, responsável pela abolição da pena de morte e falecido em 2024.
A próxima "panteonização" prevista é a do historiador e resistente judeu Marc Bloch, executado pelos nazistas, marcada para junho.
