Painel da Convocação: zaga titular é unânime entre os especialistas

 

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Dentro de uma seleção brasileira repleta de inseguranças em relação ao que seus titulares conseguirão desempenhar ao longo da Copa do Mundo, talvez a posição que mais transmita segurança seja justamente a que tem isso como principal objetivo: a zaga. Não à toa, todos os cinco nomes mais prováveis de serem convocados pelo técnico Carlo Ancelotti, na próxima segunda-feira, foram unanimidades entre a equipe de repórteres e colunistas do GLOBO, que analisa setor por setor até o próximo domingo. No sábado, será a vez dos meias; e o último capítulo da série trará as apostas no ataque.

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Rivais na final da Champions League, no próximo dia 30 de maio, Marquinhos, capitão do PSG, e Gabriel Magalhães, destaque absoluto do Arsenal, estão praticamente confirmados não só entre os convocados, como na dupla que iniciará a partida contra Marrocos, em 13 de junho, na estreia do Brasil no Mundial.

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Mesmo tendo feito duas partidas juntos sob o comando de Ancelotti, nas vitórias contra Chile (3 a 0) e Senegal (2 a 0), os dois defensores se credenciam como titulares da seleção brasileira pelo que têm apresentado em suas equipes ao longo do ciclo. Enquanto o zagueiro do PSG caminha para a sua terceira Copa do Mundo, a segunda como titular, Magalhães chega ao seu primeiro Mundial no auge da carreira. Não à toa, concorre ao prêmio de melhor jogador da Premier League e foi votado pela equipe do GLOBO como “quem mais merece” a convocação.

Amistosos consagram reservas

Por mais que tenham sido escolhidos por unanimidade, pode-se dizer que Bremer, Ibañez e principalmente Léo Pereira já não transmitem a mesma segurança que os titulares.

— Não por falta de qualidade técnica, mas por ter sido pouco testado na seleção — analisou o colunista do GLOBO Carlos Eduardo Mansur em relação ao defensor rubro-negro.

— Falta velocidade para marcar em nível internacional — adicionou o colunista do GLOBO Marcelo Barreto.

Fato é que, com apenas duas partidas pela seleção brasileira — nos amistosos contra França e Croácia, na última data Fifa —, Léo Pereira parece ter convencido Ancelotti para ser o zagueiro reserva pelo lado esquerdo.

Bremer e Ibañez têm situações parecidas. Ainda que tenha sido levado por Tite para a Copa do Mundo do Catar, em 2022, o zagueiro da Juventus demorou a se firmar no ciclo atual. Antes da data Fifa de março, quando se destacou com o gol marcado na derrota por 2 a 1 para a França, o defensor não era convocado desde a Copa América de 2024. Neste hiato, o atleta sofreu uma série de lesões, incluindo uma no ligamento cruzado anterior e outra no menisco medial do joelho esquerdo.

Ibañez, por sua vez, parece ter confirmado a ida à Copa do Mundo com a lesão de Eder Militão sofrida em março deste ano. A improvisação do zagueiro como lateral-direito na vitória para a Croácia já foi um indicativo por parte de Ancelotti de que, caso o defensor do Real Madrid realmente não conseguisse se recuperar a tempo da cirurgia na coxa esquerda, poderia utilizar o defensor do Al-Ahli como uma espécie de coringa.

Idas e vindas

Outro que perdeu espaço por causa das lesões foi Alexsandro Ribeiro. Depois de agradar nas primeiras partidas com Ancelotti, o defensor do Lille sofreu lesões em sequência e não conseguiu recuperar a boa forma. Depois da última partida pela seleção brasileira, contra a Bolívia em setembro, fez apenas oito jogos pelo time francês.

Quem não chegou a sequer ser convocado por Carlo Ancelotti mas surge como opção “aos 45 do segundo tempo” é Thiago Silva, que consta da lista larga de 55 nomes enviados à Fifa pela CBF. Elogiado pelo italiano, que afirmou que o brasileiro “está nos planos e em ótima forma física”, o experiente defensor de 41 anos se destaca pela capacidade de liderança e pelo alto nível que manteve em Chelsea-ING, Fluminense e Porto-POR após a Copa do Mundo de 2022.