Paes aciona Justiça Eleitoral contra Douglas Ruas por suspeitas de compra de votos

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A campanha de Eduardo Paes (PSD), derrotado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o governador eleito, Douglas Ruas (PL), e a vice-governadora eleita, Fernanda Louback. O processo, protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), aponta suspeitas de compra de votos, coação de eleitores e irregularidades na propaganda eleitoral.

As informações são do g1. A ação solicita a investigação das denúncias, a cassação da chapa eleita, a anulação dos votos recebidos e a declaração de inelegibilidade dos responsáveis por oito anos.

Segundo a campanha de Paes, teria ocorrido uma “estratégia coordenada de desinformação e manipulação do eleitorado”. O documento reúne denúncias, registros policiais, reportagens e publicações em redes sociais para fundamentar as acusações.

Os fatos apresentados ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral e não constituem comprovação das irregularidades apontadas. A petição organiza as suspeitas em quatro frentes: distribuição de propaganda considerada enganosa, circulação de santinhos sem identificação dos responsáveis, votos anulados com o número 13 e possíveis práticas de compra ou coação de eleitores.

Panfletos e propaganda eleitoral são questionados Um dos pontos da ação envolve a produção de 100 mil panfletos com o título “DOUGLAS RUAS – EVANGÉLICO”.

De acordo com a petição, o material foi contratado pela campanha de Ruas e custeado com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Os impressos atribuíam a Eduardo Paes posições favoráveis ao aborto, à liberação de drogas e à adoção de banheiros unissex, entre outros assuntos.

Os advogados do ex-prefeito afirmam que as informações eram falsas e tinham como objetivo influenciar eleitores religiosos. Outro material questionado é o panfleto “RIO ESCOLHE”, que apresentava Paes associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacava o número 13.

Segundo a acusação, a peça poderia levar eleitores a digitar esse número na urna para governador, embora o candidato do PSD concorresse com o número 55. A petição também menciona 204.309 votos anulados para governador com o número 13.

Douglas Ruas venceu a disputa no primeiro turno com 4.271.199 votos, equivalentes a 50,88% dos válidos. Eduardo Paes recebeu 3.706.984 votos, ou 44,16%.

Os advogados argumentam que, se os votos anulados por causa da digitação do número 13 tivessem sido destinados a Paes, Ruas não teria alcançado a maioria necessária para vencer no primeiro turno, o que levaria a disputa ao segundo turno. Santinhos e suspeitas de compra de votos

A campanha de Paes também questiona a circulação de santinhos que apresentavam a fotografia e o nome do ex-prefeito associados ao número 22, utilizado por Douglas Ruas. Conforme a ação, parte dos materiais não identificava o contratante nem a gráfica responsável pela produção.

Entre os episódios citados está a apreensão de R$ 600 mil em espécie e de planilhas com Priscila Alencar dos Santos, filha da deputada federal Soraya Santos (PL), em Niterói. Os advogados pedem que sejam investigadas a origem e a destinação dos valores.

A apreensão, isoladamente, não comprova a ocorrência de compra de votos. A petição também relata a apreensão de materiais de campanha de Ruas, de um crachá de fiscal partidário e de R$ 2 mil em dinheiro encontrados dentro de um veículo no dia da votação.

Outras denúncias reunidas no processo apontam possíveis pagamentos e ameaças a eleitores em diferentes regiões do estado. Publicações no X, Instagram, Threads, Facebook e Reddit relatam supostas ofertas de R$ 50 a R$ 200 em troca de votos.

Para identificar os responsáveis pelas publicações, os advogados solicitaram que as plataformas forneçam informações sobre mais de 60 perfis mencionados na ação. A intenção é identificar os autores dos relatos e permitir que sejam eventualmente ouvidos como testemunhas.

O processo também pede o compartilhamento de procedimentos e investigações conduzidos pela Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Eleitoral e órgãos de fiscalização eleitoral sobre os episódios mencionados.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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