Padre Cláudio Pighin destaca Eucaristia como caminho para reconhecer Jesus vivo
"Para enxergarmos a presença de um Jesus vivo na nossa vida, além de conhecer a própria realidade e as Sagradas Escrituras, precisamos viver intensamente a Eucaristia - a Eucaristia fonte da vida”. É o que afirma o padre Cláudio Pighin na homilia deste domingo (19). No terceiro domingo de Páscoa, ele cita trecho do Evangelho de Lucas sobre os dois discípulos desanimados. “E Emaús quer mostrar como Jesus se aproxima da nossa vida para compartilhá-la e revelar ao mesmo tempo Deus. Lucas diz que os dois discípulos estavam tristes e indo embora de Jerusalém em direção à aldeia de Emaús”, disse.
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De repente, contou o religioso, Jesus se aproximou deles e pôs-se a caminhar sem ser reconhecido. “Então, ele começou a compartilhar as preocupações dos dois através de um sincero diálogo. Isto mostra que o primeiro passo de aproximação a Deus à nossa vida, é compartilhar a nossa realidade, as nossas frustrações, as nossas decepções”, afirmou.
E acrescentou: “Em seguida, Jesus se apresenta como forasteiro. Resgatar as Sagradas Escrituras para explicar os acontecimentos que marcaram a vida deles através da palavra de Deus ajuda-nos a adquirir sabedoria na compreensão da vida. Quantas vezes também nós precisamos de mais familiaridade com as Sagradas Escrituras para nos ajudar a compreender os eventos da nossa vida? Porém, ainda os dois discípulos não compreenderam que aquele forasteiro era Jesus ressuscitado”.
Segundo o padre Cláudio Pighin, isto significa que conhecer a realidade e conhecer a palavra de Deus não é suficiente para descobrir a presença do ressuscitado. “Isto poderia facilitar uma amizade, uma solidariedade, mas nada além disso. De fato, chegando a Emaús, eles insistiram para que Jesus ficasse com eles e, quando começaram a refeição, Jesus abençoou o pão, partindo-o entre eles e aí os discípulos o reconheceram”, contou.
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Porém, depois, ele se tornou invisível diante deles e acrescentaram que, quando explicou para eles as escrituras, o coração deles ardia. “Os discípulos, desanimados, reconheceram Jesus somente depois da Sagrada Refeição, que é a ceia eucarística", afirmou.
Ainda segundo o padre, “esse Evangelho nos ensina o caminho para descobrirmos Deus na nossa vida e a prova desse reconhecimento é que os dois famosos discípulos voltaram para Jerusalém, a cidade que, em certo sentido, apresentava o fim de tudo para eles”. Portanto, afirmou, retorno e não fuga, fé e não desconfiança, esperança e não desespero. “Com esta descoberta, eles reverteram a situação e se reuniram de novo com os outros discípulos para viverem o reencontro com o ressuscitado. A fé em Jesus ressuscitado se realiza totalmente quando pode se confrontar e se expressar na comum profissão de fé junto a Pedro e aos 11. Isto significa a igreja”, disse.
