Super-herói brasileiro, ele não consegue pagar o aluguel da quitinete decadente, mas prefere ser autônomo a trabalhar em regime CLT. Gosta de bebedeiras e de bacanais. Anda deprimido e faz terapia, mas não reconhece seus problemas. “Overman” leva para o cinema o personagem criado por Laerte Coutinho em uma comédia de ação que satiriza o universo dos super-heróis dos quadrinhos e do cinema dos EUA, ao mesmo tempo em que trata, de maneira zombeteira e atual, de aspectos da realidade sociopolítica do Brasil. Leia a crítica: Com Elle Fanning e Callum Turner, 'Rosebush pruning', de Karim Aïnouz, mostra 'família para a qual o adjetivo disfuncional seria elogio' 'Se eu fosse você 3', com Cléo Pires e Rafael Infante, tem diálogos pouco inspirados e humor desgastado Caco Ciocler capricha no auto-esculacho ao interpretar Overman. No início, em flashblack, ele enfrenta seu maior adversário, Capitalista Imundo (Otavio Muller). Depois, enquanto procura resolver um romance com a influenciadora Poline Pilsen (Maria Lucas), faz parceria no serviço público com Pamela, a Mulher Cachorro (Karina Ramil), e enfrenta vilões como Maníaco Flatulento (Caio Riscado) e Pane (Marina Provenzzano). O apoio moral vem do seu psicanalista, Dr. Lights (Raphael Logam), e de seu amigo Ésquilo (Victor Lamoglia). Dirigido por Tomás Portella (“Qualquer gato vira-lata”, “Aumenta que é rock’n’roll”), com roteiro de Arnaldo Branco, Leandro Soares e Portella, “Overman” retoma o espírito de paródia do cinema (desde as chanchadas da Atlântida), da TV e da internet brasileiros em chave pop e escatológica. Lembra o humor de “Deadpool” (20016) e, à moda Marvel, tem duas breves sequências nos créditos finais. Continuação no horizonte? Volta, herói. Cotação: Bonequinho aplaude.
'Overman', com super-herói pobre e deprimido criado por Laerte, lembra humor de 'Deadpool' em tom pop e escatológico
Fonte da notícia:
O Globo
O Globo
Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?
Acessar matéria no site O Globo