'Outro lado das redes': filme 'ajuda a entender como Meta pode estar interferindo na eleição', diz crítico

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Entre a época de lançamento de “A rede social” (2010) e o período retratado em “O outro lado das redes” (entre 2019 e 2021), Mark Zuckerberg deixou de ser “apenas” o nerd que ficou bilionário passando a perna em seu sócio na criação do Facebook para se tornar um dos homens mais poderosos do planeta, capaz de controlar a informação a ponto de influenciar (e minar) os rumos democráticos de inúmeras nações. 'Hope – O primeiro impacto': produção mais cara do cinema coreano brinca com clichês em thriller de sci-fi 'Verity', com Anne Hathaway e Dakota Johnson, transforma best-seller de Colleen Hoover em suspense erótico Roteirista do primeiro filme (dirigido por David Fincher), Aaron Sorkin assumiu também a direção do segundo, que leva para as telas o episódio em que a funcionária do Facebook Frances Haugen (Mikey Madison) passou ao jornalista Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), do The Wall Street Journal, documentos internos que mostravam que 64% dos usuários do Facebook que entravam em grupos extremistas eram incentivados pelo algoritmo da plataforma, estimulando a adesão ao radicalismo e discursos de ódio. Em boa parte do filme, Zuckerberg é interpretado por Jeremy Strong como um vilão robótico de poucas palavras enquanto é treinado por sua equipe de gestão de crise para depor no Senado americano. Em ritmo envolvente, Sorkin cria uma atmosfera de entusiasmo com a apuração da denúncia que remete a clássicos como “Todos os homens do presidente”, mostrando a importância do jornalismo investigativo. Infelizmente, pouca coisa mudou de 2021 pra cá, mas pelo menos no Brasil “O outro lado das redes” ganha um sentido de urgência ao ajudar a entender como a Meta pode estar interferindo na atual eleição para presidente. Cotação: Bonequinho aplaude.

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