“Sapo não pula por boniteza, mas, porém, por precisão.” O provérbio capiau que Guimarães Rosa escolheu como epígrafe de “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, em “Sagarana”, sintetiza com exatidão o dilema econômico brasileiro. O país exibe uma resiliência surpreendente e tem atraído volumes expressivos de capital estrangeiro, mas convive com uma ameaça persistente: uma dívida bruta que já ronda 82% do PIB - a maior proporção desde a pandemia - e segue em trajetória de alta, encarecendo o custo de capital e limitando a expansão sustentada da economia.
Esse descompasso crônico, que nos acompanha há mais de uma década, exige que a arrumação da casa acompanhe, enfim, o ritmo da atividade produtiva. Matéria exclusiva para assinantes.
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