Por Gustavo MaiatoPostado em 23 de outubro de 2026 O Mötley Crüe sempre jogou pelas próprias regras, na avaliação de Billy Corgan, do Smashing Pumpkins.
Partindo dessa ideia, o músico perguntou a Tommy Lee quais artistas ele admira pela forma como conduziram a carreira, e não apenas pela parte criativa. A conversa aconteceu no podcast The Magnificent Others, apresentado por Corgan.
O baterista apontou David Bowie e Prince no topo da lista. Destacou em Bowie a capacidade de mudar visual e estilo musical a cada disco, "como um camaleão".
Em Prince, a postura reservada, quase avessa a entrevistas. Para Tommy, os dois souberam se manter em constante transformação, sem repetir a mesma fórmula, e isso faz falta hoje:
"E nós não temos mais isso. Não há mais mistério em ninguém nem em nada, com as redes sociais, vendo o que todo mundo come no café da manhã.
O Prince mal dava entrevistas, então sempre te deixava imaginando, querendo saber mais sobre ele. E ele simplesmente não deixava você entrar de verdade, ou só deixava o suficiente, sabe."
A influência, segundo o baterista, chegou ao próprio Mötley Crüe. Ele lembrou que a banda trocava de logotipo e de visual a cada lançamento, o que levava os fãs a falar em "fases".
"Isso nos inspirou também, e dá para ver no Mötley, quando mudávamos o logo, mudávamos o visual, e de disco para disco era sempre tipo: 'Bom, cara, eles estão passando por essa fase, estão fazendo isso, estão fazendo aquilo'", contou. Corgan aproveitou o gancho para citar uma das guinadas mais comentadas do grupo: a passagem do sombrio "Shout at the Devil" para o colorido "Theatre of Pain".
Tommy disse que estava de acordo com a mudança na época e lembrou o sucesso de "Home Sweet Home". Hoje, porém, tem dúvidas.
"Quando olho para trás, não sei se era necessário ir para aquele lado. Foi bem drástico", admitiu.
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