Operação Unha e Carne: as oito fases da PF que prenderam Márcio Canella, Marcus Amim e Rodrigo Bacellar

Operação Unha e Carne: as oito fases da PF que prenderam Márcio Canella, Marcus Amim e Rodrigo Bacellar - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), além do ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim. As prisões aconteceram após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e fazem parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, que visa desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro.

De acordo com Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Veja também: Quem é Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do Rio, preso em operação da PF

Veja também: Quem é Marcus Amim, delegado que comandou a Polícia Civil e teve nomeação articulada com Bacellar foi preso pela PF Relembre as oito etapas da Operação Unha e Carne

8º fase: Prisões de Márcio Canella e Marcus Amim em investigação sobre lavagem de dinheiro Na ação desta quinta-feira, os policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.

Canella, preso no condomínio onde mora na Barra da Tijuca, foi o segundo deputado estadual mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nas eleições de 2026, com mais de 197 mil votos. Amim, preso no bairro de Icaraí, em Niterói, ocupou alguns dos principais cargos da segurança pública fluminense ao longo da carreira, como a Secretaria de Polícia Civil e o Detran-RJ.

7º fase: Vereador ligado a Canella é preso com fuzis e submetralhadora Prisão do vereador Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, que adotou o nome de Jorge Canella (União Brasil) pela aproximação política com o deputado estadual Márcio Canella, no último 22.

Não há, no entanto, relação de parentesco entre os dois. O ex-parlamentar foi detido em flagrante, no fim de setembro, após agentes encontrarem dois fuzis e uma submetralhadora em sua casa, na Zona Sudoeste do Rio.

Segundo a Polícia Federal, o armamento estava "em desacordo com a previsão legal" e o vereador deveria responder pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. 6º fase: Fuzil no carro de Canella leva à prisão do político

Márcio Canella também foi preso pela Polícia Federal na sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada em 7 de julho, após agentes encontrarem um fuzil em seu carro. Ficou preso em Bangu Oito, no Complexo de Gericinó, na Zona Norte, mas foi solto em seguida.

O delegado Marcus Amim também foi alvo da PF à época. 5º fase: Lista de propina de Adilsinho coloca políticos na mira da PF

Deflagrada no início de julho, teve como ponto de partida uma lista de propina paga pelo bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, com ao menos 20 nomes, inclusive de políticos. Na ação, o pastor Márcio Poncio foi preso.

O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral foi alvo de uma operação de busca e apreensão. 4ª fase: Fraudes na Secretaria de Educação levam à prisão de deputado

Resultou na prisão, em 6 de maio, do deputado estadual Thiago Rangel. Ele e mais seis pessoas eram acusados de atuar em organização criminosa envolvida em fraudes na compra de materiais e contratação de serviços, em que pese reformas, no âmbito da Secretaria estadual de Educação.

3ª fase: Bacellar volta à prisão por suspeita de vazamento de informações Rodrigo Bacellar é preso pela PF, pela segunda vez, em 27 de março, em Teresópolis.

O mandado foi expedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro citava a perda do mandato parlamentar e apontava indícios da atuação dele num esquema de vazamentos de dados para atrapalhar uma operação da PF contra o Comando Vermelho.

2ª fase: Desembargador é preso após PF identificar mensagens com Bacellar O desembargador Macário Júdice Neto, relator do caso TH Joias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), é preso em 16 de dezembro.

A PF encontrou no celular de Rodrigo Bacellar uma troca de mensagens com Macário, demonstrando relação estreita entre eles. 1º fase: Bacellar é preso por suspeita de alertar TH Joias sobre operação

Desdobramento da operação Zargun, deflagrada em 3 de dezembro, que resultou na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, solto dias depois. Segundo a Polícia Federal, Bacellar repassou à TH Joias informações sobre a operação que resultou na prisão do ex-parlamentar, ocorrida em setembro.

Operação Zargun: Prisão de TH Joias expõe suspeita de ligação entre CV e política Início das ações policiais que resultariam na Operação Unha e Carne.

Momento da prisão do então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias. As investigações apontavam o ex-parlamentar como elo político entre o Comando Vermelho e o Poder Legislativo do Rio.

Balanço da oitava fase da Operação Unha e Carne A Polícia Federal divulgou, na noite desta quinta-feira, o balanço final da oitava fase da Operação Unha e Carne, que terminou com seis pessoas presas.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos de luxo, armas, dinheiro em espécie, joias, relógios e aparelhos eletrônicos, além de documentos que poderão auxiliar no avanço das investigações. Veja o balanço das apreensões:

12 veículos de luxo; 13 celulares;

Joias e relógios de luxo; Cerca de R$ 90 mil em espécie;

16 armas, além de munições; Mídias e equipamentos eletrônicos;

Documentos diversos. * Estagiário sob supervisão de Leila Youssef.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →