A Polícia Federal (PF) verifica nesta manhã de terça-feira (27 de outubro) se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil após o site argentino Infobae noticiar que ele teria cruzado a fronteira na noite de segunda-feira para seguir aos Estados Unidos em um avião particular.
O relato não foi confirmado. Um aliado do parlamentar e um porta-voz do governo argentino negaram a viagem.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicada às 9h03 desta terça-feira (27), pelo horário de Brasília, a PF rastreia pontos de fronteira e checa voos entre os dois países. A apuração informava que não havia registro de passagem oficial de Flávio pela fronteira regular com a Argentina.
Até a consulta às reportagens nesta manhã, não havia confirmação independente de onde o senador estava nesta terça-feira, nem registro público identificado de que tivesse sido visto hoje. A ausência de registro de saída regular também não esclarece, por si só, seu paradeiro.
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O relato e as negativas O Infobae informou que Flávio teria atravessado a fronteira com documento de identidade e embarcaria em um jato Gulfstream em Puerto Iguazú, na Argentina, com destino aos Estados Unidos.
A notícia ganhou repercussão um dia depois de vir a público a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de deixar o Brasil. O UOL informou que consultou o serviço de rastreamento Flightradar24 e identificou um voo da aeronave citada de Buenos Aires para Puerto Iguazú na noite de segunda.
O portal não encontrou registro de decolagem do mesmo avião para os Estados Unidos. O trajeto da aeronave, por si só, não comprova que Flávio estivesse a bordo.
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio, disse ao Metrópoles que o aliado “não saiu”. Segundo a Folha, um porta-voz do presidente argentino Javier Milei afirmou à agência Bloomberg que o senador não entrou na Argentina.
Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o advogado Fabio Wajngarten também negaram a informação, de acordo com o UOL. Leia mais
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A decisão de Moraes determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e a entrega, em 24 horas, de eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades. Segundo a Folha, o senador foi intimado pela PF na manhã de segunda-feira.
A medida também o proíbe de se comunicar com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. O caso está ligado à investigação sobre possíveis relações financeiras envolvendo empresas e apostas.
Flávio e Willer negam irregularidades. Em vídeo divulgado na segunda, o senador afirmou que nunca pensou em deixar o país e disse que cumpriria a determinação.
O próprio Flávio relatou que, na manhã de segunda-feira, havia visitado o pai na prisão em Brasília. Segundo a Folha, ele foi intimado pela PF ao deixar a residência.
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Uma gravação que circula nas redes sociais mostrando Flávio em um aeroporto também exige cautela. O UOL Confere identificou que as imagens são de uma viagem aos Estados Unidos em maio de 2026, antes da derrota eleitoral, e não comprovam uma saída após o segundo turno.
A notícia do Infobae sobre uma suposta passagem pela Argentina é posterior e deve ser apurada separadamente. Até agora, não há confirmação independente da viagem alegada.
Foto: IA
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