A "onda ultra" já "não cresce, desmorona", afirmou nesta quarta-feira (4) o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, após o tsunami democrata que tirou dos republicanos de Donald Trump o controle do Congresso dos Estados Unidos. "Ontem, a sociedade americana votou contra políticas que só empobrecem.
Contra o ódio. Contra o machismo.
Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites", escreveu o líder socialista no X.
Ayer, la sociedad estadounidense votó contra las políticas que solo empobrecen. Contra el odio.
Contra el machismo. Contra el negacionismo climático y contra los privilegios de las élites.
Ocurrió en Brasil. Acaba de ocurrir en EEUU.
Y ocurrirá pronto en España. La ola ultra a la que pretenden subirse Feijóo y Abascal ya no crece: se desmorona.
— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) November 4, 2026 "Aconteceu no Brasil.
Acaba de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha.
A onda ultra à qual pretendem subir a direita e a extrema direita na Espanha já não cresce: desmorona", acrescentou Sánchez. O socialista disputará eleições gerais antecipadas em 29 de novembro.
As pesquisas apontam uma vitória da direita, ainda que sem maioria absoluta, o que a obrigaria a contar com o apoio da extrema direita para formar governo. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
Depois que o Parlamento derrubou um pacote de medidas contra a crise de acesso à moradia na Espanha, Sánchez antecipou as eleições legislativas para 29 de novembro, na esperança de conseguir capitalizar a indignação da população. A campanha foi abalada na semana passada pela catástrofe ferroviária de Urda, no centro do país, que deixou pelo menos 69 mortos, o segundo grave acidente com trens de alta velocidade em menos de um ano no país.
Na noite de quarta-feira, o ministro dos Transportes, Óscar Puente, um grande aliado de Sánchez, pediu demissão.
Folha de Pernambuco