Rubens Ometto foi escolhido para integrar os futuros conselhos de administração das duas empresas que resultarão da reorganização da Raízen, mas ainda não tem cadeira garantida. A posse do empresário está condicionada a um aporte de R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, holding de sua família, na capitalização da companhia.
Se o aporte não for feito, a vaga ficará com Roland Alexander Ilube, indicado pela Shell. A condição consta no fato relevante divulgado nesta sexta-feira, após assembleias que elegeram os novos conselheiros da Raízen S.A., que concentrará a distribuição de combustíveis, e da Raízen Energia, responsável pelos negócios de açúcar, etanol e bioenergia.
A mudança faz parte do plano de recuperação extrajudicial do grupo, que prevê a reestruturação de cerca de R$ 61,4 bilhões em dívidas. Os credores terão maioria nos dois conselhos, com quatro das sete cadeiras em cada um.
Na operação de combustíveis, a presidência ficará com Samuel Aguirre, enquanto Julio Cesar de Toledo Piza Neto comandará o colegiado da Raízen Energia. A Shell terá dois representantes em cada conselho, além da possibilidade de ocupar a vaga reservada a Ometto.
A definição dependerá da homologação do aumento de capital, prevista para até 18 de dezembro. Até lá, a atual administração permanece no comando.
Também foram indicados Lorival Nogueira Luz Jr, atual CFO da empresa, para liderar a distribuição de combustíveis e Geovane Dilkin Consul para os negócios de açúcar, etanol e bioenergia - antes, o executivo estava como VP da área.
O Globo