A Justiça do Distrito Federal rejeitou a ação de indenização por danos morais movida pela ministra Gleisi Hoffmann contra Roger Moreira, o conhecido vocalista da banda Ultraje a Rigor. Na ação, Gleisi alegou que Roger compartilhou um vídeo que comparava sua aparência física à de uma mulher que participou da invasão aos prédios dos Três Poderes, insinuando que a então parlamentar seria uma infiltrada da oposição nos atos.
Na publicação, o músico escreveu: "Que parece, parece. Mas vontade de investigar, cadê?".
A ministra sustentou que o conteúdo associava falsamente sua imagem aos ataques e extrapolava os limites da liberdade de expressão. Ela pediu uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, além de retratação pública.
Ao analisar o caso, a magistrada responsável considerou que a manifestação estava protegida pela liberdade de expressão e pelo direito à crítica política. Na sentença, destacou que agentes públicos estão sujeitos a um grau maior de escrutínio social e precisam tolerar críticas mais contundentes do que cidadãos comuns.
O Globo