O que Nicko McBrain fez para não desabar diante dos fãs no adeus ao Iron Maiden

O que Nicko McBrain fez para não desabar diante dos fãs no adeus ao Iron Maiden - Foto
Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 30 de outubro de 2026 Depois de 42 anos de estrada com o Iron Maiden, a última batida de Nicko McBrain ao vivo ficou marcada na memória do baterista em todos os detalhes.

Em entrevista ao podcast Rockonteurs, de Gary Kemp e Guy Pratt, o músico, que divulga a autobiografia "Hello Boys and Girls", reconstituiu passo a passo o momento em que deixou o palco pela última vez com a banda. A despedida aconteceu ao fim de "Wasted Years", música que fechava o repertório das últimas turnês.

Nicko explicou que o grupo costuma encerrar o show com um final prolongado, que ele chama de "bird's eye" e diz ter levado para o Maiden ainda nos anos 1970. Naquela noite, o baterista esticou o encerramento o quanto pôde.

"Eu não vou parar. Vocês podem parar se quiserem, mas eu vou continuar", brincou, ao relembrar o que pensou no palco.

Depois dos abraços com os companheiros, ele ficou sozinho diante do público. "Tinha 50 mil, 49 mil garotos gritando meu nome, e havia gente chorando lá na frente.

Foi muito, muito emocionante, e eu pensei comigo: 'Não chore. Seja forte'.

Eu queria desabar, basicamente, mas pensei: não, eu quero sair com elegância." O plano funcionou por pouco.

Nicko contou que ergueu o braço para agradecer a Deus e, logo depois, sentiu que não ia aguentar. "Eu me abaixei e segurei meus tornozelos e pensei: 'Ih'.

Aí me levantei, disse tchau, saí e fui para fora do palco. Então eu desabei", relatou o baterista, que segurou as lágrimas até estar longe dos olhos da plateia.

Gary Kemp comentou que o pai de Nicko, que o viu começar a tocar ainda criança, teria orgulho da trajetória. O baterista concordou.

Ele lembrou que o pai morreu em 1985, mas chegou a ver o Maiden no Hammersmith, em Londres, na turnê de "Piece of Mind", e acompanhou a banda aprendendo as músicas de "Powerslave". Foi o mesmo pai que, décadas antes, disse ao filho que ele nunca seria tão bom quanto o jazzista Joe Morello.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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