O que cada geração compra? Estudo revela diferenças no mercado de entretenimento

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

O mercado de entretenimento e cultura enfrenta um desafio cada vez mais importante: conquistar consumidores de diferentes gerações, que apresentam hábitos de compra e padrões de gastos distintos. Enquanto Millennials e integrantes da Geração Z concentram 86,4% das transações culturais analisadas pela Caju, os consumidores mais velhos desembolsam valores significativamente maiores a cada compra. Entre os Baby Boomers, o ticket médio chega a 64,69 reais, aproximadamente 73% acima dos 37,33 reais registrados entre os mais jovens. Os dados fazem parte de um levantamento da Caju, empresa de tecnologia para benefícios corporativos, realizado a partir de informações agregadas e anonimizadas de sua base de mais de 1,3 milhão de usuários. A análise considera transações na categoria de cultura, que inclui serviços digitais, cinema, livrarias, turismo e outras atividades de lazer.

A diferença entre os perfis de consumo pode trazer informações relevantes para empresas que atuam nesses segmentos. Os mais jovens concentram um volume maior de operações e apresentam maior participação de serviços digitais em suas despesas culturais. Já as gerações mais velhas registram gastos médios superiores e destinam uma parcela maior de suas compras a atividades como leitura, hobbies e artesanato. Entre os integrantes da Geração Z, o consumo digital responde por 40,6% das transações culturais. A participação diminui para 36,6% entre Millennials, 24,7% na Geração X e 16,8% entre Baby Boomers. A diferença evidencia a importância dos canais digitais para alcançar consumidores mais jovens, enquanto outros segmentos culturais encontram maior participação nas despesas dos públicos mais velhos.

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TV e streaming lideram as operações culturais da Geração Z, com 21,6%, seguidos por outros serviços digitais, com 18,5%, e cinema, com 10,7%. Entre Millennials, as plataformas de TV e streaming também aparecem na primeira posição, reforçando a relevância dos serviços digitais para essas duas gerações. O cenário muda entre consumidores mais velhos. Na Geração X, hobbies e artesanato concentram 30% das transações culturais. Entre os Baby Boomers, essas atividades também ocupam a liderança, com 24%. Considerando um agrupamento mais amplo de hobbies e artesanato apresentado no levantamento, a participação passa de 15,6% na Geração Z para 37,6% entre os mais velhos.

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As livrarias também apresentam diferenças importantes entre os públicos. As transações relacionadas à leitura representam 14,1% das operações culturais da Geração Z, 15,7% entre Millennials, 17,6% na Geração X e 20,34% entre Baby Boomers. Para empresas do setor editorial, os números indicam uma participação proporcionalmente maior dessa categoria nos gastos culturais dos consumidores mais velhos. Quem movimenta o mercado cultural? A distribuição das transações mostra que os Millennials são responsáveis pela maior parcela das operações analisadas, com 48% do total. A Geração Z aparece em seguida, com 38,4%, enquanto a Geração X responde por 12,4% e os Baby Boomers, por 1,3%.

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Apesar do predomínio dos mais jovens em número de transações, o valor médio gasto aumenta conforme a idade. Entre Millennials, o ticket médio é de 47,69 reais, passando para 55,17 reais na Geração X e alcançando 64,69 reais entre Baby Boomers. Para Lucas Fernandes, diretor de Recursos Humanos (CHRO) da Caju, os dados revelam comportamentos distintos no uso dos benefícios corporativos. “Quando olhamos para o valor das transações, encontramos outra diferença entre as gerações. O ticket médio por gasto em cultura parte de R$ 37,33 na Geração Z e aumenta para R$ 47,69 entre Millennials, R$ 55,17 na Geração X e R$ 64,69 entre Baby Boomers”, afirma.

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Na Geração Z, 81,89% das transações culturais têm valores inferiores a 50 reais. A concentração de operações de menor valor sugere oportunidades para empresas que trabalham com assinaturas, ingressos e produtos de preços mais acessíveis, embora o levantamento não permita determinar a frequência individual de consumo ou o gasto mensal total de cada usuário. O entretenimento presencial, por sua vez, apresenta menor variação entre as gerações. Essas atividades representam entre 23% e 26,5% das transações culturais dos quatro grupos, indicando uma distribuição mais equilibrada do que a observada nos serviços digitais. Outro segmento que se destaca entre os consumidores mais velhos é o turismo. Entre Baby Boomers, atrações turísticas representam 13% das transações culturais, enquanto o cinema responde por 10,7% das operações da Geração Z.

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