O que a psicologia diz sobre pais que dão o próprio nome aos filhos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Você já se perguntou por que os pais decidem dar o próprio nome aos filhos? Talvez você pense que o objetivo é dar continuidade ao legado familiar, mas especialistas em psicologia apontam que essa prática envolve diversas motivações, muitas vezes bastante interessantes. Se você tem o mesmo nome do seu pai ou da sua mãe, vale a pena conhecer o que os especialistas em saúde mental dizem sobre o assunto. Veja também: Mudar de opinião não é falta de caráter, mas sim maior flexibilidade cognitiva, dizem especialistas em psicologia E mais: Bloquear sua melhor amiga no Instagram é uma boa ideia para a sua saúde mental? É importante lembrar que, em muitos países, existe o costume de dar ao filho ou à filha o mesmo nome do pai ou da mãe, visando preservar o legado familiar ao longo das gerações. Embora seja um argumento válido, a psicologia oferece uma perspectiva diferente sobre o tema. Essa ciência considera que não se trata apenas de uma homenagem, pois a escolha transmite desejos e expectativas dos pais. Em que sentido? Tanto o pai quanto a mãe nutrem o desejo de que o filho realize aquilo que eles próprios não conseguiram alcançar; é o que explica a psicóloga Mayte Helguera. — Ao decidir dar o próprio nome ao filho, busca-se criar uma versão aprimorada. Os pais alimentam a ideia de que seu sucessor evitará os erros que eles cometeram e aproveitará melhor as oportunidades que surgirem — avalia. Embora essa ideia inicial revele boas intenções, pode ser prejudicial para a criança. Especialistas em saúde mental apontam que o filho pode acabar concentrando-se em realizar os sonhos dos pais, em vez de construir o seu próprio caminho. Existe uma perspectiva interessante apresentada pelo psicólogo Juan Eduardo Tesone, autor do livro "En las huellas del nombre propio" ("Nos rastros do nome próprio"): o nome é uma forma simbólica de reconhecimento. Portanto, se o filho ou a filha tem o mesmo nome dos pais, pode sentir confusão em relação à sua própria identidade. Em certos casos, isso pode gerar efeitos negativos, afetando a autoestima do filho e sua capacidade de descobrir quem realmente é, além de provocar frustração por não atender às expectativas dos pais. Diante disso, especialistas em psicologia recomendam aos pais que escolham nomes originais para os filhos, a fim de evitar esse tipo de transtorno. Dessa forma, a criança crescerá com uma identidade própria.

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