O primeiro longo ano: Em versão ‘sem coleira’, Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’

 

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O jornalista Peter Baker sintetizou assim o retorno de Donald Trump a Washington: “Sua versão 2.0 é a 1.0 sem coleira.” A imagem cunhada pelo setorista sênior do New York Times na Casa Branca e um dos autores do elogiado “The Divider: Trump in the White House, 2017-2021” pode até carecer de sobriedade, mas nada tem de exagerada. O republicano completa hoje o primeiro ano de seu segundo mandato ciente de que comandou transformação inédita da democracia americana, com resistência institucional e da sociedade civil muito menor do que a registrada há oito anos. Mas o realinhamento da oposição em torno da ausência de política econômica voltada para a maioria da população e o choque com os seguidos abusos cometidos pelos agentes de imigração guiaram o Partido Democrata a vitórias decisivas nos pleitos regionais de novembro, com o registro de fraturas relevantes na coalizão conservadora. Trump adentra 2026 com aprovação média de apenas 38% nas pesquisas, recorde pessoal negativo registrado em ano eleitoral, quando estarão em jogo o Congresso e a resiliência da guinada radical à direita anunciada no Projeto 2025 e posta em prática a passos largos nos últimos 12 meses. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.