O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 01 de novembro de 2026 Antes de assumir as baquetas do Iron Maiden, Nicko McBrain conheceu a banda do outro lado do palco, como músico de grupos de abertura.

Foi nesse período que ele criou uma amizade com Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Maiden. Em entrevista a Barry Robinson, do canal Classic Album Review, o baterista relembrou o cantor e um presente que nunca saiu de sua casa.

Nicko contou que assistiu ao Maiden no primeiro show da banda fora da Inglaterra, quando dividiu o line-up com o grupo em que tocava. O que mais o impressionou naquela noite foi o baixista.

"Lembro de olhar para o Steve Harris e pensar: 'Ali está uma estrela'. E eu estava certo, alguns anos depois." Sobre Di'Anno, foi direto: "Paul era um cantor muito, muito singular.

Eu adorava os vocais dele e o adorava como amigo e como colega músico." A amizade se firmou quando o Trust, banda francesa de Nicko na época, abriu a turnê britânica de "Killers".

"Em 1981, tive a sorte de ir a uma premiação, acho que era uma votação dos leitores de uma das revistas de metal da época, e ele recebeu o prêmio de vocalista do ano. Assim que saiu do palco, ele me deu o troféu.

Eu ainda tenho, está em lugar de honra na minha man cave, lá em casa, na Flórida. Fiquei impressionado e disse: 'Olha, cara, isso é um reconhecimento muito especial para você'.

E ele respondeu: 'Nick, eu valorizo nossa amizade. Quero que você fique com ele'."

Questionado sobre a saída do cantor, Nicko atribuiu o desfecho ao estilo de vida que Di'Anno levava na época. Segundo ele, a banda teve de chamar o vocalista para conversar porque ele não aparecia para os shows nem lidava com a rotina de um grupo profissional.

"Acho que a vida, do jeito que ele estava levando, simplesmente o alcançou", disse. Ele acrescentou que Paul ficou muito descontente no início da fase com Bruce Dickinson, mas acabou aceitando a situação, sem ressentimentos.

A lembrança vem acompanhada de um arrependimento, revelado na entrevista de divulgação da autobiografia "Hello Boys And Girls!". "A única coisa de que eu realmente me arrependo é não ter mantido contato com ele ao longo dos anos.

Foi muito triste quando recebemos a notícia da morte dele, e isso me atingiu ainda mais por eu não ter ficado próximo. Havia um traço punk nos vocais dele, no jeito como ele frasava.

Era simplesmente brilhante", afirmou Nicko ao Classic Album Review.

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