Por Gustavo MaiatoPostado em 26 de outubro de 2026 A virada dos anos 1970 para os 1980 costuma ser lembrada como a fase mais turbulenta do Kiss.
A formação original implodiu com as saídas de Peter Criss, em 1980, e de Ace Frehley, em 1982. No meio do caminho, a banda apostou em "Music From The Elder", álbum conceitual de rock progressivo que se tornou seu maior fiasco comercial.
Paul Stanley não alivia para esse período. Em entrevista à Classic Rock, repercutida pelo Rock Celebrities e publicada em matéria do Whiplash.Net, o vocalista apontou os dois discos que considera os piores da carreira do grupo.
Os dois saíram justamente dessa fase: "Há dois [álbuns na discografia do Kiss que considero os piores]: 'Unmasked' e 'Music From The Elder'.
'Unmasked' era morno e não tinha culhões. Na verdade, a banda naquele momento provavelmente também não tinha culhões.
'The Elder' foi uma tentativa equivocada de impressionar a quem não deveríamos, os críticos, enquanto deixamos de lado quem deveríamos impressionar, os fãs." Marty Friedman tem outra leitura.
Em ranking publicado no Facebook e traduzido em matéria do Whiplash.Net, o ex-guitarrista do Megadeth colocou "Crazy Nights" no último lugar, seguido pelo disco solo de Peter Criss. "Unmasked", um dos escolhidos de Stanley, apareceu na décima posição: "Então me processem, eu realmente gostei muito desse álbum.
'Is That You' e 'Shandi' são clássicos". Sobre "The Elder", Friedman fica no meio do caminho.
Ele colocou o disco em 18º lugar, disse que acabou gostando de partes como "A World Without Heroes" e "Under The Rose", mas admitiu que, no lançamento, se sentiu traído: "Eu fiquei puto com a minha banda favorita por nos apunhalar pelas costas". Gene Simmons também já fez autocrítica e reconheceu que Ace Frehley tinha razão ao dizer que aquele não era o disco que o Kiss deveria fazer.
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