Por Gustavo MaiatoPostado em 30 de outubro de 2026 Antes de formar o Stryper, os irmãos Michael e Robert Sweet cresceram numa família que passou a acompanhar um pregador de televisão.
O que os atraiu, de início, foi a música: o pastor tocava piano no estilo de Jerry Lee Lewis, de quem era primo. Anos depois, esse mesmo nome se voltaria contra a banda, como Michael contou em entrevista ao podcast The Magnificent Others, de Billy Corgan.
Trata-se de Jimmy Swaggart, televangelista que embalou a conversão da família Sweet. Segundo o vocalista, Swaggart mandava seus seguidores protestar na porta dos shows do Stryper por volta de 1986.
Não era um caso isolado: redes de lojas evangélicas se recusaram a vender "To Hell with the Devil" porque a capa original mostrava anjos arrancando um pentagrama do pescoço do diabo. "O que a gente fazia: achamos que seria ótimo sair e encontrar essas pessoas e oferecer ingressos.
Então a gente dizia: 'Vocês já nos viram?' E eles diziam: 'Não.' A gente respondia: 'Bem, aqui está um ingresso. Por que vocês não vêm nos ver? Depois que nos virem e souberem do que se trata, aí podem dar a definição completa do que acham que somos.'"
Os manifestantes, segundo Sweet, nunca aceitaram o convite. Para ele, a postura revela o que move esse tipo de protesto: "Tudo se resume ao amor, para mim.
Na maioria das vezes, talvez em todas, quando as pessoas saem para protestar contra shows, não é realmente por amor. É por um lado completamente diferente.
Exatamente o oposto do amor." Corgan também tem histórias do tipo.
O líder do Smashing Pumpkins lembrou que, nos anos 1990, foi perseguido por cristãos por causa de um verso que dizia que Deus é vazio, e que precisava explicar a eles que também era cristão. Sweet resumiu esse comportamento em uma frase: "Eles vão atrás do que não entendem."
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