O STF decidiu nesta quarta-feira que mães adotivas têm direito ao mesmo período de licença-maternidade de mães biológicas: 120 dias, renováveis por mais 60. Foi uma igualdade que faltou à promotora de vendas Patricia Magliano, de 39 anos, logo depois de adotar Rafael, quando a criança tinha ainda 1 ano, em 2023. O filho de Patricia e de sua companheira, Priscila Brasil, de 44, tem paralisia cerebral. Morte de Rick: Caixa-preta de helicóptero é localizada Alexandre Pires e irmãos gaúchos: Os alvos da PF em operação contra garimpo ilegal de cassiterita — A licença é superimportante assim que a criança chega em casa, tanto na via da adoção quanto na via da maternidade gerada — defende Priscila. — A mãe tem um tempo para criar um vínculo. E essa adaptação serviu também para encontrar profissionais que ajudassem na saúde do Rafael e mesmo para acompanhá-lo mais nas terapias. A promotora de vendas avalia que a decisão do Supremo pôs fim a uma regra que não fazia sentido: — O filho gerado no ventre e aquele gerado no coração é a mesma coisa, merecemos igualdade. É uma conquista importante para a criança e para a mãe. O período menor de licença também pesou para que, quando entrou na fila de adoção em 2021, após um exame médico confirmar que não poderia engravidar, Patricia não estivesse inicialmente disposta a adotar uma criança com problemas como o de Rafael. — O perfil inicial era de uma criança de 0 a 2 anos, sem discriminação de sexo nem cor. Mas não aceitava com deficiência, porque trabalhava fora e tinha medo de não cumprir com todas as obrigações — explica a promotora de vendas, que na época ainda não havia conhecido Priscila. Rafael foi adotado depois de um ano e meio de espera na fila de adoção. O bebê já havia sido recusado por 100 casais quando Patricia visitou a casa de acolhimento. Ao chegar, viu “uma criança totalmente apática, que não se mexia direito”. — Ele nasceu no ventre de outra mulher para ser entregue para a gente como filho. Peguei ele no colo, expliquei que dali em diante ele não iria mais ficar sozinho, que ele tinha duas mães. Ele sorriu — recorda. — Hoje o Rafael consegue sair da sala engatinhando até o quarto, quando eu falo: “Vai pegar um brinquinho para a mamãe”. Ele consegue coisas que quem vê o Rafael hoje e o viu antes, acharia impossível ser a mesma criança. A gente costuma dizer que o amor cura, e o amor curou ele. *Estagiário sob supervisão de Luã Marinatto
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'O filho gerado no ventre ou no coração é a mesma coisa', diz mãe adotiva ao festejar extensão de licença pelo STF
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