Candidato a deputado federal, José Dirceu (PT) voltou às urnas, mas não conseguiu ser eleito em 2026. Depois do primeiro turno da eleição, ele analisou a derrota com outro quadro histórico do PT, o deputado Rui Falcão, ex-presidente do partido, que também não foi eleito em 2026.
Na conversa, os veteranos petistas reconheceram um erro de cálculo nas eleições. A interlocutores, admitiram que ambos poderiam ter se unido em apenas uma candidatura, um fazendo campanha para o outro.
Dirceu chegou a descobrir um câncer no meio do caminho e se manteve na disputa. Em setembro, o então candidato anunciou a conclusão do tratamento de um linfoma e a remoção da doença.
Falcão e Dirceu fizeram, juntos, 78,7 mil votos – 43,3 mil e 35,4 mil respectivamente. O último petista eleito por São Paulo, João Paulo Cunha (PT), fez 109,5 mil votos.
Matematicamente, nem se juntassem as votações, Rui Falcão e José Dirceu conseguiram ser eleitos. Mas, o cálculo não é meramente cartesiano.
O poder de mobilização das duas candidaturas unidas poderia aumentar os votos. Interlocutores dos candidatos também acreditam que a votação de deputados do PSol tirou eleitores dos petistas.
A deputada federal Erika Hilton (PSol) foi a segunda mais votada em São Paulo, com 1,5 milhão de votos – atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que teve 3 milhões. A terceira mais votada foi Sâmia Bomfim, também do PSol, que conquistou 583,1 mil votos.
Aos 80 anos, José Dirceu saiu pouco depois das 21h30 de domingo (25/10) do hotel em que o presidente Lula foi após a apuração dos votos. Em meio ao tratamento do câncer, o ex-ministro concedeu uma entrevista à televisão e seguiu rumo à Avenida Paulista.
Junto dele, estavam o seu filho Zeca Dirceu (PT), reeleito como deputado federal pelo Paraná, e a vereadora de São Paulo, Luna Zarattini, de 32 anos. Ela foi a deputada federal mais bem votada pelo PT em São Paulo, com 233,7 mil
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