Em entrevista ao 'Estadão', Tarcísio afirmou que a PF intimidou o senador ao pedir a apreensão de seus passaportes O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse ter aconselhado o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula (PT) no segundo turno, a não deixar o Brasil.
Em entrevista ao Estadão, Tarcísio afirmou que a Polícia Federal intimidou o senador ao pedir a apreensão de seus passaportes logo após a divulgação do resultado da eleição. “Veja, foram lá pedir o passaporte dele.
Ora, o que tem de concreto hoje contra ele? Pode ser que amanhã apareça um monte de coisa, mas a gente não sabe. Hoje não tem nada.
E se não tem nada, por que pediram o passaporte? Qual o objetivo disso?”, questionou. Mesmo assim, Tarcísio aconselhou Flávio a não fugir.
“O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, (Rogério) Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas – foi que ficasse [no Brasil]”, disse. “Mas é o que eu falo: eu não julgo a decisão que foi tomada porque é muito duro passar… ele está com o pai preso aí há quanto tempo?”, continuou.
Segundo Tarcísio, a discussão ocorreu em uma reunião na casa dos advogados de Flávio, realizada para debater o recado à nação publicado em vídeo na segunda-feira, 26. “Ali ele não fala mais que não vai reconhecer o resultado.
Isso não cabe. Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal.
Você tem o remédio jurídico para isso. Se você entende, e eu entendo, que houve abuso de poder político e econômico, você tem uma forma de recorrer à justiça contra isso, que são as ações de investigação da justiça eleitoral.
Isso está previsto na legislação, isso acontece rotineiramente”, afirmou o governador.
O Antogonista