Por Mateus RibeiroPostado em 01 de novembro de 2026 Após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo ficou dividido entre dois grandes blocos, liderados por duas potências: os Estados Unidos e a União Soviética.
Enquanto os norte-americanos defendiam o capitalismo, os soviéticos representavam o socialismo. Essa rivalidade política, econômica e ideológica deu origem à Guerra Fria, período marcado por décadas de tensão internacional.
Um dos aspectos mais preocupantes desse confronto foi a corrida armamentista. As duas potências desenvolveram arsenais nucleares capazes de provocar uma destruição sem precedentes, e a possibilidade de uma guerra passou a fazer parte do cotidiano de milhões de pessoas.
Esse clima de incerteza também influenciou a música. Formado em Birmingham, na Inglaterra, no final da década de 1960, o Black Sabbath transformou o medo de uma catástrofe nuclear em inspiração para uma de suas composições, "Electric Funeral", faixa de "Paranoid" (1970), segundo disco do grupo britânico.
De acordo com matéria publicada no site da Metal Hammer, "Electric Funeral" é uma espécie de sequência de "War Pigs". O artigo especial também traz um depoimento do baixista e letrista Geezer Butler sobre a canção, reproduzido abaixo:
"A Guerra Fria estava no auge. Todos pensavam que seriam explodidos em pedaços a qualquer segundo.
Então, a música era toda sobre a vida real e o que estava acontecendo." Impulsionada por um dos tantos riffs inesquecíveis criados por Tony Iommi, "Electric Funeral" foi executada em 168 apresentações ao vivo do Black Sabbath.
Uma dessas apresentações, eternizada no DVD "The Last Supper" (1999), pode ser vista a seguir.
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