O astro do country de quem Dave Mustaine tem mágoa até hoje: "É uma implicância minha?"

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Fonte da notícia: Whiplash Whiplash

Por Gustavo MaiatoPostado em 22 de outubro de 2026 O Megadeth vive uma fase de números expressivos às vésperas da aposentadoria, com o álbum autointitulado no primeiro lugar das paradas em 12 países.

Em entrevista ao canal de Chris Jericho no YouTube, Dave Mustaine aproveitou o assunto das paradas para reabrir uma ferida antiga. O guitarrista falou sobre o que considera um prejuízo histórico para a banda no ranking da Billboard.

Antes de chegar ao caso, Mustaine defendeu que a música de sua geração era mais genuína. Para ele, a leva de grupos que surgiu na época do Linkin Park, misturando metal com teclados e outros elementos, teve um efeito parecido com o da fusão da Billboard 200 com a parada de country.

Na avaliação do músico, essa mudança arruinou os rankings, e ele explicou por que o tema o incomoda até hoje. "A primeira vez que tive um disco lançado depois que o country e o rock se fundiram nas paradas foi quando o Billy Ray Cyrus chegou ao número um e eu fiquei com o número dois.

Eu teria tido um número um se não fosse a fusão dessas duas paradas. Se é uma implicância minha? Um pomo da discórdia? É, acho que sim.

Se eu gosto do Billy Ray Cyrus? Não. Se acho que foi um bom disco? Aparentemente foi o número um, e eu consigo reconhecer isso."

Logo depois, Mustaine baixou o tom e disse esperar um dia conhecer o cantor de "Achy Breaky Heart" e vê-lo se apresentar. O guitarrista também apontou outro problema da indústria: os votantes que escolhem artistas pela fama.

"Tem muita gente na indústria que é fã de carteirinha e vota em quem nem conhece a música, só porque o nome é popular. E outras vezes as pessoas votam contra uma banda porque existe alguma briga rolando.

Eu sei, fui alvo disso por anos e anos", afirmou. Segundo o músico, o Megadeth conseguiu contornar esse cenário e vive agora seu momento ao sol.

Ele atribui a boa resposta da indústria aos shows e às letras, que, em suas palavras, tratam de temas que qualquer pessoa consegue entender. Mais adiante na conversa, ao falar do problema na mão que motivou a turnê de despedida, Mustaine rebateu quem acha que o adeus é estratégia comercial: segundo ele, não existe nada acima do número um.

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