Apesar de parecer uma tarefa razoavelmente simples para quem vê de fora, permanecer alguns segundos sobre um touro em movimento está entre os maiores desafios do rodeio. Para alguns dos principais peões da Professional Bull Riders (PBR), porém, a montaria pode durar apenas um instante - e render prêmios de milhões de dólares.
Ao longo da história da competição, uma das principais organizações de montaria do mundo, alguns competidores transformaram vitórias em cifras milionárias e entraram para a lista dos peões mais bem pagos da modalidade. Embora a competição tenha os Estados Unidos como palco, brasileiros de diferentes regiões do país aparecem entre os competidores que acumularam as maiores fortunas da história da disputa.
O primeiro lugar do ranking geral, inclusive, pertence a um sul-mato-grossense em atividade desde 2017. Leia também
Quem são os brasileiros no ranking das maiores montarias da história da PBR Teams Quem é José Vitor Leme
Conhecido como "A Máquina do Brasil" por sua compostura e precisão sobre o touro, o peão José Vitor Leme, natural de Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul, compete na modalidade desde 2017 e ocupa o topo do ranking geral de maior fortuna acumulada. Ao todo, já conquistou três títulos mundiais, um campeonato de equipes da PBR e um título da PBR brasileira.
Sua trajetória de sucesso começou com a vitória na Final Mundial da PBR em 2017, em sua primeira semana em solo americano, e seguiu até a conquista de três Campeonatos Mundiais — o mais recente em 2025. Montador desde os sete anos, inspirado pelo pai, José Antonio, ex-peão de touros, Leme teve em 2021 uma das maiores temporadas da história da PBR.
Naquele ano, alcançou 98,75 pontos em uma montaria sobre Woopaa, a maior pontuação já registrada. Ao todo, sua performance já garantiu a ele US$ 8.126.267 durante sua carreira.
“Eu continuo competindo e, a cada ano, tento ser melhor do que fui. Quero tentar quebrar todos os meus próprios recordes e quero ganhar um, dois, três, quatro, quantos eu conseguir, porque, para mim, acho que posso ser melhor a cada dia.
E, se eu fui bem neste ano, no ano que vem vou trabalhar ainda mais para fazer melhor do que fiz neste ano. E isso automaticamente me dá a chance de quebrar meus próprios recordes, fazer 97 pontos, ganhar outra, outra, outra fivela de ouro.
É isso que eu quero", disse o brasileiro ao site da PBR em 2020. Confira os demais representantes brasileiros entre os 50 primeiros do ranking, com suas respectivas posições e fortunas acumuladas:
3º Silvano Alves — US$ 6.217.477 4º Guilherme Marchi — US$ 5.338.428
6º Kaique Pacheco — US$ 4.772.662 8º João Ricardo Vieira — US$ 3.502.958
14º Adriano Moraes — US$ 2.782.732 15º Eduardo Aparecido — US$ 2.825.912
16º Renato Nunes — US$ 2.697.079 18º Robson Palermo — US$ 2.296.229
19º Valdiron de Oliveira — US$ 2.000.849 21º Cássio Dias — US$ 2.086.349
26º Luciano de Castro — US$ 1.697.454 27º Marco Eguchi — US$ 1.623.207
29º Fabiano Vieira — US$ 1.557.532 33º Rafael José de Brito — US$ 1.586.514
40º Dener Barbosa — US$ 1.430.201 42º Claudio Montanha Jr.
— US$ 1.403.335 44º Edevaldo Ferreira — US$ 1.357.598
45º Ednei Caminhas — US$ 1.336.380 47º Ramon de Lima — US$ 1.282.236
Globo Rural