Por Bruce WilliamPostado em 06 de novembro de 2026 Pete Townshend foi um dos primeiros músicos de renome a perceber que havia algo especial no Pink Floyd.
Ainda nos anos 1960, quando a banda começava a ganhar espaço na cena psicodélica londrina, o guitarrista do The Who se tornou um admirador de suas apresentações e, particularmente, de Syd Barrett. Décadas depois, ele admite que gostaria de ter cultivado uma amizade mais próxima com o músico, falecido em 2006.
Em entrevista ao canal Classic Album Review, replicada pela Far Out, Townshend relembrou que conheceu Barrett pessoalmente e acompanhou boa parte da curta trajetória do guitarrista à frente do Pink Floyd. "Eu era amigo dele.
Eu o conhecia muito bem. Ele era maluco.
Estava tomando LSD o tempo todo", declarou. Ao comentar a hipótese de Roger Waters de que Syd sofria de esquizofrenia, Townshend concordou com a avaliação, embora não tivesse condições de confirmá-la.
"Acho que Roger tem razão, e Roger o conhecia melhor do que ninguém. Acho que David Gilmour também o conhecia bem, assim como os outros integrantes da banda.
Vi o Pink Floyd dez vezes em Londres durante os primeiros seis meses da carreira deles. Syd ainda estava na banda, e eles eram fantásticos.
Ele era fantástico", recordou. Townshend também destacou a maneira como Barrett explorava a distorção e os efeitos de guitarra, criando passagens psicodélicas que ganhavam força com a participação de Nick Mason na bateria.
Em uma das ocasiões, levou Eric Clapton ao UFO Club para conhecer a banda. Segundo ele, os dois ficaram impressionados com o que presenciaram.
Apesar dessa admiração, a convivência pessoal entre Townshend e Barrett foi relativamente limitada. O guitarrista do The Who frequentava o apartamento onde Syd morava com Storm Thorgerson, que posteriormente ficaria conhecido por seu trabalho com capas de discos, mas nem sempre encontrava o músico.
Em uma ocasião, Barrett apareceu para conversar, embora Townshend tenha encontrado dificuldades para estabelecer um diálogo. "Ele era estudante de arte, como eu, então tínhamos muitas coisas em comum.
Gostaria de ter tido mais tempo para desenvolver nossa amizade. E gostaria de ter conseguido mantê-lo por perto.
Mas acho que isso vale para a maioria das pessoas que conheceram Syd", lamentou. O primeiro álbum do Pink Floyd, "The Piper at the Gates of Dawn", lançado em 1967, também deixou uma impressão duradoura no guitarrista.
Townshend contou que o considerava próximo de um disco pop, característica que não diminuía sua admiração pelo trabalho. Barrett deixaria o grupo no ano seguinte e, após uma breve carreira solo, se afastaria progressivamente da vida pública.
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