Nunes diz que vai consultar STF sobre rompimento de contrato com ONG investigada no caso Dark Horse

Nunes diz que vai consultar STF sobre rompimento de contrato com ONG investigada no caso Dark Horse - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou nesta sexta-feira (11) que a gestão irá acionar o Supremo Tribunal Federal, ainda nesta sexta, para averiguar se o Instituto Conhecer Brasil, ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", deverá suspender suas atividades.

Fala de André do Prado sobre senadores provoca incômodo dentro do PL Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito sobre financiamento do filme 'Dark Horse' com aval de Mendonça Em caso afirmativo, segundo Nunes, a Prefeitura irá romper o contrato com a ONG, que é responsável pela instalação de diversos pontos de wifi na capital paulista. "O que acontece na decisão do ministro Flávio Dino ontem (quinta-feira), ele tornou esse instituto inativo do ponto de vista de operações comerciais. E aí diz lá que em casos excepcionais que deve consultar o STF. Então, nós vamos consultar hoje o STF se a empresa ela realmente não pode mais ter contrato com ninguém", disse.

Na última quinta-feira (9), o ministro Flávio Dino, do STF, autorizou uma operação contra Karina Ferreira da Gama, produtora do filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação também mirou uma das empresas de Karina, que é justamente o Instituto Conhecer Brasil, dono do contrato de R$ 108 milhões anuais assinado em 2024 com a Prefeitura de São Paulo para a instalação dos pontos de wi-fi na periferia da capital. Segundo a decisão de Flávio Dino, os agentes federais descobriram que pelo menos R$ 6,1 milhões que saíram do Instituto Conhecer Brasil foram repassados a empresas terceirizadas da ONG para depois retornarem a outra entidade em nome de Karina Ferreira da Gama, chamada de Academia Nacional da Cultura. As duas entidades funcionam no mesmo endereço, na capital, no bairro dos Jardins. Na decisão que autorizou a operação, Flávio Dino apontou que a prática configura indícios de desvio e lavagem de dinheiro. Apesar de toda a investigação, Ricardo Nunes negou quaisquer irregularidades no contrato com o Instituto Conhecer Brasil, e afirmou ainda que, quando se paga um serviço a alguém, o pagador não tem como saber o que o contratado irá fazer com o dinheiro.

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