O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta quinta-feira (17) que a Prefeitura avalia intervir na empresa de ônibus A2 Transportes, após a companhia ser citada em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público que investiga suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do setor de transporte coletivo. 'Não conheço quem quer que seja do PCC', diz vereador Milton Leite após ser alvo de operação da PF Quem é Milton Leite? Ex-vereador de SP é alvo de operação da Polícia Civil contra o PCC A empresa não é alvo da investigação, mas dois de seus sócios sim. São eles, Paulo Korek Farias e Júlio Salvador Filho. O prefeito informou que notificou a empresa para que os dois diretores sejam afastados nas próximas 24 horas. Caso contrário, segundo Nunes, a Prefeitura deverá assumir a operação da companhia, sem prejuízos ao serviço oferecido. "Se não houver o afastamento em 24 horas, esses dois diretores, Paulo e Júlio, a Prefeitura de São Paulo irá fazer a intervenção na A2, por conta dessa questão desses dois diretores da A2 estarem participando da empresa Transleader, que não opera em São Paulo. Mas como tem a participação societária de uma empresa envolvida, a gente preventivamente fará a interdição". Segundo a investigação, a A2 Transportes aparece em diálogos interceptados pela polícia que indicariam a existência de uma estrutura voltada à infiltração do PCC em companhias de ônibus. A empresa teria sido utilizada em negócios relacionados ao grupo criminoso e mencionam a atuação de dirigentes e empresários do setor. Paulo Korek, conforme a investigação, administraria interesses da facção criminosa no ramo dos transportes. Já Julio Salvador Filho é apontado pelos investigadores como interlocutor de investigados ligados ao esquema, participando da autorização de pagamentos a pessoas apontadas como "laranjas" da organização criminosa. Ex-vereador Milton Leite é um dos investigados Em relação a outros dois investigados que foram alvo da operação, o prefeito declarou que recebeu com “surpresa” o nome de Levi dos Santos Oliveira, ex-secretário de Mobilidade da capital, nomeado pelo próprio Ricardo Nunes, e ex-presidente da SPTrans. O prefeito afirmou que, enquanto Levi exerceu cargos na gestão municipal, nunca deu indícios de envolvimento com o caso. Quanto ao ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, do União Brasil, que é aliado do prefeito, Nunes afirmou que não conversou com o político desde a deflagração da operação, e que todos os investigados não podem ser considerados culpados antes de uma eventual condenação. Milton Leite é considerado foragido da Justiça, mas declarou na manhã de hoje que está viajando e que se apresentará às autoridades nas próximas 24 horas para esclarecer os fatos.
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Nunes diz que avalia intervir em companhia de ônibus por suposta infiltração do PCC
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