Nunes defende Smart Sampa após vazamento e culpa agente da GCM

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Monitoramento do Smart SampaCiete Silvério/ Prefeitura de São Paulo O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), saiu em defesa do Smart Sampa após repercussão de denúncia que alegava vazamento de informações sigilosas do sistema de vigilância da capital paulista. Nunes afirmou que a plataforma de câmeras com reconhecimento facial não apresenta falhas e classificou o programa como "absolutamente seguro".Cerca de 58 mil câmeras ficaram acessíveis na internet por aproximadamente 11 meses, e as imagens captadas pelo sistema poderiam ser vistas por pessoas sem autorização; as câmeras estavam localizadas em ruas, escolas, creches e até mesmo hospitais.A Prefeitura confirmou o vazamento em nota e afirmou que a plataforma de dados ilegais foi retirado do ar.O prefeito direcionou a culpa do ocorrido à um único integrante da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que entrou na instituição no ano de 2023, durante uma entrevista ao Paulista TMC.  Segundo o prefeito, o agente vinha “acumulando senhas” de acesso, e a prefeitura já estava monitorando a situação antes mesmo da denúncia ir ao ar.De acordo com Nunes, o monitoramento contava, inclusive, com um sistema de “isca”, para avaliar se haveria acessos indevidos, que não foram identificados. O guarda foi identificado e afastado, sua conduta é investigada pela Corregedoria da GCM.O prefeito seguiu citando números de casos bem sucedidos que foram solucionados por conta da atuação do Smart Sampa, para reafirmar sua eficácia.Investigação e reforço na segurançaApós a revelação, a Prefeitura de São Paulo afirma ter endurecido as regras de acesso à plataforma. Entre as medidas citadas estão senhas exclusivas dadas a cada usuário, autenticação em dois fatores e envio de códigos por SMS para a criação de novas senhas individuais.A administração também lembra que o Smart Sampa passa por fiscalizações do Tribunal de Contas do Município (TCM), conta com consultoria especializada em governança e privacidade e encaminha relatórios semestrais de transparência ao Ministério Público. O contrato, segundo a gestão, prevê auditorias periódicas, testes de segurança e correção de eventuais falhas.Com o andamento do caso, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anunciou que vai investigar o vazamento.O sistemaO Smart Sampa foi implantado em julho de 2024, e é o maior sistema de monitoramento de segurança da América Latina. Atualmente, a estrutura conta com 50 mil câmeras inteligentes instaladas em pontos estratégicos da cidade, que usam o reconhecimento facial para identificar casos de violência urbana e foragidos da polícia.As câmeras inteligentes ocupam postes, semáforos, praças, terminais de ônibus e fachadas de comércios e condomínios em todas as regiões da capital. Através dessa tecnologia de videomonitoramento, o programa auxilia constantemente a Guarda Civil Municipal na prisão em flagrante, identificando criminosos envolvidos em diferentes tipos de crimes, como tráfico de drogas, assaltos, furtos, agressões e vandalismo.Sistema de monitoramento do Smart SampaCiete Silvério/ Prefeitura de São Paulo A a Zona Oeste é a que mais dispõe do serviço, com cerca de 14 mil unidades instaladas, logo em seguida vem região central, com 12 mil câmeras ativas ligadas ao sistema. A Zona Sul conta com 10 mil dispositivos ativos, pouco mais que a Zona Leste, que registrou 9 mil câmeras neste ano. A Zona Norte é a que tem menor monitoramento do sistema, conta com apenas 5 mil dispositivos ativos.

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