Número de mortos após colisão de trens na Espanha é retificado e volta para 69; sindicato dos maquinistas mantém greve

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um balanço divulgado nesta quinta-feira (29) sobre o número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha informava que havia subido para 74 vítimas fatais, no entanto, órgãos oficiais retificaram a informação, voltando para 69. O balanço foi divulgado pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários do Ministério dos Transportes (CIAF).

O desastre ocorreu na quarta-feira, perto de Urda, na região de Castilla-La Mancha, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Contexto: Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa ao menos 74 mortos; circulação ferroviária foi interrompida

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O acidente também deixou 179 feridos, e equipes de resgate continuavam os trabalhos entre os vagões destruídos. Nesta quinta-feira, o sindicato dos maquinistas Semaf decidiu manter a greve na Renfe, para chamar a atenção para a questão da segurança ferroviária e do cumprimento para mudanças estruturais.

Essa mobilização já havia sido convocada antes da última tragédia. Cerca de 6 mil trabalhadores foram convocados para a paralisação de 24 horas, tendo iniciado à meia-noite, sendo o El País.

O Cercanías Madrid, serviço ferroviário explorado pela empresa Renfe Operadora, tem usado seu perfil no X para informar sobre as condições de tráfego dos trens. Ele confirma a redução no número de composições e o intervalo maior que o previsto entre as viagens.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu investigar as causas do acidente e esclarecer eventuais responsabilidades. — Vamos investigar até o fim.

E, se houve negligência, isso será esclarecido — afirmou Sánchez na quarta-feira, durante uma visita ao local da tragédia. O presidente do governo cancelou sua participação em uma cúpula sobre obesidade prevista para Madri, e o Partido Socialista (PSOE), que ele lidera, suspendeu as atividades de campanha previstas para o dia.

Sobrevivente: Brasileiro que estava em trem que colidiu na Espanha relata solidariedade em meio à tragédia: 'Mulheres foram fundamentais' A Espanha iniciou nesta quinta-feira três dias de luto nacional.

A tragédia é o segundo grande acidente ferroviário registrado no país neste ano e reacendeu o debate sobre a segurança da rede de alta velocidade. Falha na retomada da circulação está entre pontos investigados

A colisão ocorreu por volta das 8h53 de quarta-feira, no horário local, quando um trem da estatal Renfe, que havia partido de Madri com destino a Sevilha, atingiu por trás uma composição da empresa Iryo que estava parada nos trilhos. O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que uma falha informática havia afetado um trecho ferroviário de aproximadamente 69 quilômetros.

Segundo os primeiros indícios, por volta das 8h30, a falha levou à parada de cerca de seis trens, conforme previsto para esse tipo de situação. Entre eles estavam as duas composições envolvidas no acidente.

Pelo menos um dos trens, o AVE da Renfe, retomou a viagem poucos minutos depois, sem adotar as precauções de velocidade previstas, e percorreu cerca de 25 quilômetros antes de atingir a parte traseira do Iryo. — É o centro de controle, por meio de seus operadores, que toma a decisão de retomar a circulação, em circunstâncias que, do nosso ponto de vista, são inexplicáveis — afirmou Puente, que classificou a ordem como "equivocada".

As circunstâncias da retomada do tráfego e a eventual existência de negligência estão entre os pontos que devem ser esclarecidos pela investigação. Equipes continuam procurando vítimas

As operações de resgate prosseguiram nesta quinta-feira entre os vagões destruídos. Com o auxílio de dois grandes guindastes, as equipes trabalhavam em meio às ferragens para localizar vítimas.

— Não podemos considerar esse trabalho concluído — afirmou Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, onde ocorreu a colisão. 'Caiu tudo em cima de mim': sobreviventes relatam momentos de pânico após colisão de trens na Espanha

No município de Urda, o mais próximo do local do acidente, parte de uma escola foi preparada para receber familiares em busca de informações sobre pessoas que estavam nos trens. Funcionários da Cruz Vermelha prestavam assistência aos grupos, alguns deles em estado de choque.

— Serão horas difíceis e longas — afirmou Carmen García, psicóloga que trabalha no centro: — Temos pessoas em estado de choque, que não têm consciência do que aconteceu, pessoas com raiva, pessoas tristes, preocupadas. O luto será complicado.

A Guarda Civil instalou quatro postos em Madri, Toledo, Córdoba e Sevilha para coletar amostras de DNA de familiares que possam ajudar na identificação das vítimas. Também foram abertos pontos de doação de sangue em Castilla-La Mancha e Madri.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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