O regime da China confirmou que está mantendo conversas com os Estados Unidos e o regime da Rússia para organizar um encontro entre o presidente Donald Trump e os ditadores Vladimir Putin e Xi Jinping ainda neste mês. A reunião poderá ocorrer durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), marcada para os dias 18 e 19 de novembro, na cidade chinesa de Shenzhen.
Caso seja realizada, será a primeira reunião conjunta entre os três líderes. A confirmação foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante uma entrevista coletiva na quarta-feira (4), e repercutida nesta sexta-feira (6) pela agência americana Associated Press (AP).
"A China mantém comunicação com as partes relevantes sobre uma reunião entre os chefes de Estado da China, Rússia e Estados Unidos", declarou Mao Ning ao ser questionada sobre a possibilidade do encontro. A diplomata não informou se as negociações já produziram algum acordo, nem apresentou uma data para a reunião.
Segundo a AP, o governo dos EUA e os regimes de China e Rússia ainda discutem a possibilidade do encontro, que reuniria os líderes de três das maiores potências militares e econômicas do mundo. O Kremlin também confirmou que existem preparativos para a reunião.
Na terça-feira (3), o porta-voz da ditadura russa, Dmitry Peskov, afirmou ao jornal britânico Financial Times que os trabalhos para organizar o encontro já estavam em andamento. Trump já manifestou interesse em participar de uma reunião com Putin e Xi durante a cúpula da Apec.
Em outubro, o presidente americano afirmou que estaria disposto a discutir um acordo para reduzir os arsenais nucleares dos três países. No encontro, Trump pretende abordar principalmente o controle de armas nucleares, enquanto Putin tem interesse em discutir a guerra na Ucrânia.
Segundo a AP, o regime russo busca aproveitar a aproximação diplomática com o governo dos EUA para avançar nas negociações sobre o conflito, embora ainda não exista uma proposta de agenda aceita pelos três países. A China, por sua vez, tem demonstrado resistência à participação em negociações multilaterais sobre redução de armamentos nucleares.
Pequim argumenta que seu arsenal é significativamente menor do que os mantidos pelos Estados Unidos e pela Rússia. Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Gazeta do Povo (Mundo)