Nubank estreia nos EUA com conta global e cartão de crédito com cashback e sem anuidade

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Nubank iniciará imediatamente suas operações nos Estados Unidos, em vez de esperar pela aprovação regulatória definitiva, acelerando seu cronograma ao fazer uma parceria com outro banco enquanto aguarda sua própria licença.

Correntistas de alta renda: Bancos brasileiros 'seguem o dinheiro dos clientes' e anunciam abertura de operações nos Estados Unidos Volume de empréstimos: Fintechs ampliam oferta de crédito, mas ainda estão longe de fazer sombra aos grandes bancos O Nubank, como é conhecida a fintech brasileira, será lançado com produtos que incluem uma conta de depósitos com rendimento anual de 3,5%, além de transferências domésticas e internacionais sem tarifas (conta global) e um cartão de crédito sem anuidade que oferece 1,5% de cashback nas compras, informou a empresa na quinta-feira durante um evento em Miami. Para oferecer produtos antes que a licença seja concedida, o Nubank está fazendo uma parceria com o Lead Bank, que trabalha com fintechs interessadas em oferecer produtos nos Estados Unidos. O Nubank aguarda a aprovação final de seu pedido de licença bancária nos Estados Unidos, que atualmente está sendo analisado pelo Gabinete Controlador da Moeda ( Office of the Comptroller of the Currency (OCC) em inglês), órgão regulador bancário americano. O OCC concedeu aprovação condicional em janeiro, quando o banco afirmou que esperava iniciar suas operações nos EUA em 2027. No México: Nubank recebe aprovação para iniciar operações como banco no país A empresa decidiu acelerar sua entrada no mercado porque o processo de aprovação pode ser demorado, embora o ambiente regulatório tenha se tornado mais favorável aos bancos durante o governo Trump, afirmou o presidente-executivo e cofundador David Vélez. — Começamos a trabalhar neste projeto com o Lead Bank antes de termos decidido solicitar uma licença bancária — disse Vélez. David Vélez, presidente-executivo e cofundador do Nubank Tuane Fernandes/Bloomberg A oferta do Nubank também incluirá uma conta global, que permitirá aos clientes enviar e receber dinheiro de mais de 35 países, levando a fintech brasileira a lugares onde atualmente não opera. Os depósitos serão convertidos em dólares ou euros digitais e também renderão juros. Capital: Benchimol conta os planos para o B55, instituto criado com Street e Vélez para alavancar empreendedorismo As taxas de juros são uma ferramenta competitiva para fintechs que buscam conquistar clientes nos Estados Unidos, um mercado muito mais competitivo do que o Brasil, onde o Nubank foi criado e cresceu rapidamente na última década. Os 3,5% oferecidos pela empresa em seu lançamento se comparam aos 4% do Happen Bank e aos 3,4% do Marcus, segundo o Bankrate, um dos principais agregadores de pesquisas e dados sobre taxas de juros e notícias de finanças pessoais do setor financeiro. Pouco conhecido nos Estados Unidos, o Nubank está presente em praticamente todo o Brasil e vem ampliando sua presença no México e na Colômbia, três das quatro maiores economias da América Latina. Nesses países, seus cartões roxos e seu aplicativo são utilizados por mais de 140 milhões de clientes. A empresa fundada por Vélez, Cristina Junqueira e Ed Wible em São Paulo, em 2013, aposta que pode construir uma operação lucrativa nos Estados Unidos utilizando a mesma estratégia que adotou na América Latina, com um modelo de serviços totalmente digital e tarifas baixas ou inexistentes. Cristina Junqueira: Como a bilionária sócia do Nubank tenta chamar a atenção para o banco digital nos EUA A empresa poderia acumular uma carteira de crédito de US$ 10 bilhões nos Estados Unidos até 2030 se conquistasse uma participação de 1% em algumas linhas de crédito na Flórida, Califórnia e Texas, estimou o Citigroup em março. Esse valor corresponde a aproximadamente um quarto da carteira total de US$ 39,4 bilhões registrada no segundo trimestre deste ano. Os primeiros passos nos Estados Unidos testarão o alcance do Nubank entre um público-alvo que inclui latino-americanos que vivem em alguns estados próximos à fronteira, afirmou Vélez. Mas, com o tempo, a iniciativa será direcionada a um público mais amplo, à medida que a empresa identifica oportunidades de oferecer serviços bancários a custos inferiores aos atualmente praticados nos Estados Unidos. — Estamos pensando no longo prazo. Isso vai exigir mais de uma década; não é algo que vai acontecer da noite para o dia — acrescentou o CEO.

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