Novo foguete Longa Marcha-8A leva mais satélites de internet da China ao espaço, em lançamento feito a partir de Hainan que colocou o 28º grupo da constelação de órbita baixa exatamente na trajetória planejada

Novo foguete Longa Marcha-8A leva mais satélites de internet da China ao espaço, em lançamento feito a partir de Hainan que colocou o 28º grupo da constelação de órbita baixa exatamente na trajetória planejada - Foto
Fonte da notícia: Clickl Petroleoegas Clickl Petroleoegas

A China lançou mais um grupo de satélites de internet ao espaço no domingo, 25 de outubro de 2026, utilizando um foguete Longa Marcha-8A. A decolagem ocorreu às 10h03, no horário de Beijing, a partir do local de lançamento espacial comercial de Hainan, no sul do país.

A missão transportou o 28º grupo de satélites de internet de órbita baixa, que alcançou a órbita planejada. O resultado foi confirmado pela agência estatal chinesa Xinhua, responsável pela divulgação do lançamento.

O lançamento representa mais uma etapa da implantação de uma infraestrutura espacial destinada a serviços de comunicação e transmissão de dados. A operação acrescenta novos equipamentos à constelação, embora o número de satélites transportados nesta missão não tenha sido especificado.

O foguete partiu de uma instalação de lançamentos comerciais localizada na província de Hainan, uma ilha no extremo sul da China. A operação utilizou o modelo Longa Marcha-8A, integrante da família chinesa de foguetes transportadores desenvolvidos para colocar cargas úteis no espaço.

Neste voo, sua missão foi levar um conjunto de satélites de internet até a trajetória orbital definida antes do lançamento. O sucesso da inserção orbital significa que os equipamentos chegaram à órbita prevista.

Essa é uma das principais etapas de uma missão espacial, pois determina se os satélites foram entregues à região do espaço onde deverão desempenhar suas funções. A confirmação, porém, não significa necessariamente que todos os sistemas de comunicação já estejam funcionando comercialmente.

Depois de chegar à órbita, um satélite pode precisar passar por verificações e procedimentos de ativação. Os equipamentos lançados integram uma constelação de órbita baixa, também conhecida pela sigla LEO, do inglês Low Earth Orbit.

Esse tipo de sistema utiliza satélites posicionados relativamente próximos da superfície terrestre, em comparação com os satélites geoestacionários tradicionais. A menor distância pode reduzir o tempo necessário para a transmissão de sinais entre os equipamentos espaciais e as estações em terra, característica especialmente relevante para serviços de internet.

Uma constelação reúne vários satélites que operam de maneira coordenada. Conforme cada equipamento se desloca ao redor do planeta, outros podem assumir a cobertura de determinadas regiões.

Por isso, a implantação de uma rede desse tipo costuma exigir sucessivos lançamentos, com a colocação de novos grupos de satélites em órbita. A chegada do 28º grupo mostra a continuidade desse processo na China, mas não permite determinar, isoladamente, quantos equipamentos já integram a constelação ou qual é sua capacidade total de atendimento.

O novo lançamento faz parte da expansão de uma infraestrutura que utiliza o espaço para transmitir informações entre diferentes pontos da Terra. Redes de satélites de internet podem complementar sistemas terrestres de telecomunicações, especialmente em localidades onde a instalação de cabos ou outras estruturas físicas apresenta dificuldades.

A utilização de vários equipamentos também permite distribuir a cobertura por áreas geográficas diferentes, de acordo com a arquitetura e os objetivos de cada constelação. No caso chinês, o envio do 28º grupo indica a continuidade da instalação dessa rede orbital.

A expansão ocorre por etapas porque os satélites precisam ser transportados ao espaço, posicionados adequadamente e integrados à infraestrutura necessária para seu funcionamento. A quantidade de lançamentos realizados, entretanto, não determina por si só a capacidade comercial do sistema.

Essa avaliação depende de informações como número de satélites operacionais, cobertura, estações terrestres e desempenho dos serviços. O principal resultado confirmado da missão de 25 de outubro foi a inserção dos satélites na órbita planejada.

O Longa Marcha-8A transportou as cargas úteis a partir de Hainan e completou a etapa de lançamento necessária para colocá-las no espaço. A operação acrescenta mais um grupo à constelação chinesa de internet de órbita baixa, dando continuidade ao processo de implantação da rede.

A missão não veio acompanhada de um anúncio específico sobre o início de novos serviços de internet, a velocidade das conexões ou a disponibilidade comercial para consumidores. O avanço confirmado está na infraestrutura espacial: o 28º grupo foi lançado e colocado na órbita prevista, permitindo que o projeto prossiga para as etapas posteriores de operação dos equipamentos.

Publicação Original Clickl Petroleoegas clickpetroleoegas.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →