Nova oferta de Textor para recomprar o Botafogo não tem garantias nem concordância de acionista majoritário
A nova oferta de John Textor para recomprar a SAF do Botafogo não tem as garantias exigidas pelo clube associativo nem pela Eagle Football Holdings Bidco, empresa que tem 90% das ações do time carioca e é administrada pela Ares, gestora com a qual Textor diz tentar um acordo, também sem indicar de onde viria o dinheiro.
A proposta de compra, que chegaria a 95 milhões de dólares (aproximadamente R$ 480 milhões na cotação atual), com verbas oriundas de financiamentos e um fundo de contingência, é vista pelo clube social e pela Bidco como inócua, justamente pela falta de um acordo com o acionista majoritário, o que faz com que a novela continue andando em círculos, na avaliação dos envolvidos.
Afastado da administração do alvinegro há um mês, Textor não tem mais o aliado Durcesio Mello no comando interino do alvinegro, que agora tem Eduardo Iglesias como novo CEO. Iglesias foi funcionário da SAF do Botafogo nos últimos anos e deixou o clube justamente por discordâncias da administração conduzida pelo americano.
Já no associativo, há clara preferência por outras propostas que não sejam a de John Textor. O clube social tem conversas em andamento com outros grupos interessados em adquirir a SAF do Botafogo. A GDA Luma seria a favorita, mas o tema se arrasta. A Bidco, através da Ares, vê o pedido de recuperaçao judicial da SAF como um erro estratégico para o avanço da venda a novos investidores.
