Apesar de Eduardo Paes (PSD) ter sido o candidato mais votado em regiões como a Grande Tijuca e bairros da Zona Sul, Douglas Ruas (PL) levou vantagem nas zonas eleitorais que abrangem Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O candidato do PL venceu em quatro das cinco zonas que têm o bairro entre as áreas de abrangência e, considerando os votos dos dois candidatos nesses locais, concentrou 52,64%, contra 47,36% de Paes. Detalhes da votação: Veja o resultado por bairro no 1º turno no Rio Veja o mapa completo: Confira o infográfico com todos os dados da apuração Ruas somou 151.484 votos nas cinco zonas eleitorais, enquanto Paes teve 136.305 — uma diferença de 15.179 votos a favor do candidato do PL. A vantagem, porém, não foi uniforme. Nas zonas 245, 122 e 242, Ruas teve entre 47,23% e 49,32% dos votos, enquanto Paes ficou entre 41,58% e 45,01%. Na 120ª Zona Eleitoral, a diferença foi maior: Ruas recebeu 29.488 votos (51,23%), contra 22.843 (39,68%) de Paes. Quer acompanhar de perto o noticiário das eleições? Participe da comunidade do GLOBO no WhatsApp Entrevista: 'Flávio é favorito, e Lula terá que formar de novo uma frente ampla', diz Felipe Nunes, diretor da Quaest Já na 246ª Zona Eleitoral, que abrange Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, Paes conseguiu a única vitória sobre Ruas entre os cinco recortes. O candidato do PSD teve 35.180 votos (47,22%), contra 34.281 (46,02%) de Ruas, uma diferença de apenas 899 votos. Os números são referentes às zonas eleitorais que abrangem Campo Grande e outros bairros da Zona Oeste. Como cada zona pode incluir mais de um bairro, o recorte não representa exclusivamente os votos dos eleitores residentes em Campo Grande. O resultado contrasta com a votação no estado. Ruas terminou o primeiro turno à frente, com 49,2% dos votos válidos, contra 42,72% de Paes. Apoiado por Flávio Bolsonaro (PL), o ex-secretário de Cláudio Castro surpreendeu ao ultrapassar o ex-prefeito, que aparecia à frente nas pesquisas.
A definição sobre a realização do segundo turno, porém, ainda depende da situação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que terminou em terceiro, com 3,1%, e teve os votos registrados como “anulados sub judice”.
O Globo