A Galapagos Capital promoveu nesta sexta-feira (6) cortes na sua estrutura e desligou 45 pessoas. Segundo apurou o Valor, as áreas envolvidas foram a gestão de recursos ligada a fundos líquidos (ações e multimercados), a divisão de fortunas, o investment bank (IB) e operações.
Os ajustes têm relação com a parada do ciclo de cortes de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que nesta semana manteve a Selic em 13,75% ao ano, e com a expectativa de perda de tração da atividade econômica em 2027. É algo conjuntural diante de um cenário macroeconônico mais adverso, segundo fonte familiarizada com o assunto.
Outros cortes foram decorrentes do ganho de eficiência com a adoção de inteligência artificial em tarefas da retaguarda operacional. No IB, que tinha 35 pessoas, foram desligados quatro analistas e dois estagiários.
Na asset saíram sete pessoas, incluindo profissionais de gestão e da equipe comercial. Em contrapartida, outras divisões seguem crescendo, segundo essa fonte, a exemplo da área de soluções de investimentos, que recém contratou três pessoas; a securitizadora (3); dados e tecnologia (6).
Em seguros, o grupo busca mais duas pessoas, e na corretora vai adicionar um sênior. A área de special situations também ganhou reforço, com mais quatro pessoas, e não para de crescer.
Não se trata de um “layoff” generalizado, diz esse interlocutor. Os ajustes correspondem a cerca de 10% da equipe da Galapagos, que reúne R$ 43 bilhões sob o seu guarda-chuva, ante R$ 34 bilhões do fim do ano passado.
No orçamento para 2027, o grupo fundado por Carlos Fonseca previu uma redução de quase 18% nas despesas antes de bônus, mas a maior parte decorre de ganhos de eficiência, e não de redução de pessoal.
Valor