Reportagem especial vai ao ar neste domingo às 18h45 na Record; fenômeno que atingiu faixa de 16 quilômetros é o maior evento climático em 50 anos no município Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
O jornalista Roberto Cabrini esteve em Chapecó, no Oeste catarinense, para percorrer as áreas mais castigadas pela passagem dos tornados registrados nos últimos dias. O fenômeno foi classificado pela Defesa Civil Municipal como o maior evento climático dos últimos 50 anos na história da cidade.
As marcas deixadas pelos ventos extremos e pela chuva torrencial, com telhados arrancados, árvores tombadas e estruturas retorcidas, serão exibidas em reportagem especial no programa Domingo Espetacular, da Record, às 18h45 deste domingo (8). A passagem de um tornado por Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, provocou o que a Defesa Civil Municipal classifica como o maior evento climático dos últimos 50 anos no município.
O fenômeno, que atingiu uma área urbana da cidade pela primeira vez com essa proporção, deixou um rastro de destruição, com destelhamentos, estruturas danificadas e árvores derrubadas. As rajadas de vento chegaram a 126 km/h, e a área atingida pelo tornado se estendeu por aproximadamente 16 quilômetros.
Até a manhã desta quinta-feira (5), 854 residências já haviam solicitado auxílio com coberturas, conforme balanço apresentado pelo diretor de Proteção e Defesa Civil de Chapecó, Walter Parizotto. Em entrevista à NDTV Record, Parizotto destacou a dimensão incomum do fenômeno e a extensão da área atingida.
“Esse é um tornado sem muito precedente histórico. Ele tem uma área muito grande, próxima a 16 quilômetros, isso é muito incomum em tornado aqui na nossa região”, afirmou.
Segundo o diretor, uma parcela significativa da trajetória passou por áreas menos densamente habitadas, o que ajudou a reduzir os impactos sobre a população. Apesar da força dos ventos e dos danos registrados, não houve mortes em decorrência do fenômeno em Chapecó.
A ocorrência em Chapecó acontece em uma primavera marcada pela influência de um El Niño de intensidade muito forte. No início de outubro, a Defesa Civil de Santa Catarina e a Epagri/Ciram apontaram uma anomalia de 2,2°C na temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, patamar que elevou a classificação do fenômeno.
Na ocasião, a previsão meteorológica já indicava maior frequência de tempestades organizadas, chuva acima da média e atenção para episódios de tempo severo no Oeste catarinense. O meteorologista Piter Scheuer havia destacado que outubro e novembro poderiam concentrar períodos mais ativos, com possibilidade de vendavais, granizo, chuva intensa e tornados.
A influência do El Niño, entretanto, não significa que o fenômeno provoque diretamente cada tornado. A formação depende de uma combinação específica de condições atmosféricas.
Matheus Bastos é estudante de Jornalismo na UFSC e, no ND Mais, escreve sobre assuntos de interesse público da vida do catarinense. Entre assuntos mais abordados estão o meio ambiente, segurança pública e a infraestrutura de Santa Catarina, com foco especial em Florianópolis e região.
Foi premiado na Expojor UFSC, em trabalhos de áudio e jornalismo digital, e recebeu o Prêmio ACMP de Jornalismo, em 2025, com a reportagem “Corrupção de milhões: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC”. Também atua na cobertura de destaques da política de Santa Catarina e integra a cobertura das Eleições 2026 no portal ND Mais.
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